Clonidin 150mcg/mL, caixa com 25 ampolas com 1mL de solução de uso injetável de uso epidural, intramuscular ou intravenoso (embalagem hospitalar)
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CLONIDIN
CLORIDRATO DE CLONIDINA
CLONIDIN é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Bula
1
Clonidin®
cloridrato de clonidina
Solução injetável 150 mcg/mL
Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
BULA PARA O PACIENTE
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I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Clonidin®
cloridrato de clonidina
APRESENTAÇÃO
Caixa contendo 25 ampolas de 1mL.
Caixa contendo 25 e 30 ampolas de 1mL em estojos esterilizados.
USO INTRATECAL, EPIDURAL, INTRAMUSCULAR E INTRAVENOSO.
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada mL contém:
cloridrato de clonidina...............................................................................150 mcg
(equivalente a 129,482mcg de clonidina)
veículo estéril q.s.p. ..................................................................................1mL
(Veículos: cloreto de sódio e água para injetáveis).
II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Clonidin® solução injetável possui ação analgésica e ação sinérgica com anestésicos opioides lipofílicos, morfina e
anestésicos locais. Atua na estabilização hemodinâmica. Dentre suas aplicações podemos destacar:
• Analgésico potente de curta duração (4 a 6 horas) por via intratecal ou epidural.
• Adjuvante em analgesia intratecal ou epidural: potencializa a ação de anestésicos tais como a lidocaína e a
bupivacaína, favorecendo diminuição de dose e prolongamento da ação. Associada à bupivacaína isobárica, diminui a
incidência de "Tourniquet Pain".
• Adjuvante em analgesia pós-operatória: redução de morfina e opioides lipofílicos com consequente diminuição de
seus efeitos colaterais.
A medicação pré-anestésica com Clonidin® já é rotineira e inclui ainda as seguintes indicações:
• Promover estabilização hemodinâmica
• Reduzir níveis plasmáticos de catecolaminas
• Reduzir a demanda por anestésicos opioides e anestésicos gerais
• Prolongar a anestesia intratecal por tetracaína
• Reduzir a pressão intraocular em cirurgia oftálmica
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
A clonidina é um agonista α2 adrenérgico parcial, interagindo também com receptores imidazolínicos. O perfil
farmacológico é complexo, tendo como variáveis principais: a dose; a distribuição dos receptores no SNC, tecidos
vasculares e órgãos; via de administração e interação com outros fármacos. Em doses terapêuticas pela via sistêmica age de
forma sinérgica com anestésicos opioides lipofílicos e com benzodiazepínicos. A demanda de oxigênio é diminuída.
Através das vias intratecal e epidural, a clonidina exerce efeito analgésico de ação opioide, por interação com receptores
adrenérgicos localizados no corno dorsal da medula.
Atua sinergicamente com opioides lipofílicos e anestésicos locais.
Em doses baixas, o efeito hipotensivo é predominante e está relacionado com a inibição dos neurônios catecolaminérgicos
na região dos núcleos reticulares no tronco cerebral. Receptores imidazolínicos, situados ventro-lateralmente na medula
oblonga também estariam envolvidos neste efeito.
A elevada lipossolubilidade da clonidina (coeficiente de partição octanol/água de 114:1) explica a sua distribuição
predominante no sistema nervoso. Após 10 minutos de infusão intravenosa de 300 mcg de clonidina a cinco voluntários do
sexo masculino, os níveis plasmáticos de clonidina mostraram uma fase de distribuição inicial rápida seguido de uma fase
de eliminação mais lenta durante 24 horas.
A meia-vida de eliminação está entre 9 e 12 horas. Cerca de 50% são metabolizados para componentes inativos no fígado e
o restante é eliminado inalterado pelos rins. O desempenho insuficiente da função renal pode alterar estes valores,
prolongando a retenção do fármaco.
O efeito analgésico inicia-se 15 minutos após a aplicação intratecal, epidural, intramuscular ou intravenosa.
A analgesia é potente e de curta duração (4 a 6 horas) para as aplicações intratecais e epidurais; é menos consistente nas
aplicações intramuscular e intravenosa.
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Apenas a administração intratecal segue um perfil dose-dependente: o tempo para o início da analgesia pode ser reduzido
para 3 minutos e a duração prolongada para até 14 horas em função da dose.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento é contraindicado em pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade à clonidina, bem como a
outros componentes do medicamento.
A administração epidural é contraindicada na presença de infecção no local da injeção, em pacientes sob terapia
anticoagulante e naqueles com diátese hemorrágica.
A administração de Clonidin® acima de C4 é contraindicada uma vez que não existem dados de segurança suficientes para
este uso.
O medicamento também é contraindicado em caso de:
• Diferentes formas de agitação e perturbações do coração, como por exemplo, "síndrome de Sinusknoten" ou
bloqueio átrio-ventricular II e III
• Pacientes portadores de doença no nó sinusal
• Frequência cardíaca abaixo de 50 batidas por minuto
• Período de amamentação
• Depressão
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
As indicações para o produto não preveem tratamento prolongado.
O uso prolongado (6 ou mais dias) requer cuidados especiais: o tratamento não deve ser interrompido abruptamente; pode
haver efeito rebote, com desestabilização do quadro hemodinâmico. Em portadores de hipertensão, a interrupção brusca
pode levar as crises hipertensivas graves, de consequências imprevisíveis.
O fármaco deve ser usado com cautela em portadores de doenças vasculares cerebrais, nos casos de insuficiência coronária
ou de infarto do miocárdio recente, nos portadores de distúrbios vasculares periféricos oclusivos tais como a doença de
Raynaud e em casos de histórico depressivo.
Durante o tratamento com Clonidin®, a frequência cardíaca não deve estar abaixo de 56 batimentos por minuto.
Os portadores de lentes de contato devem ocasionalmente observar a diminuição do fluxo lacrimal.
Gerais
Efeitos Cardíacos: a clonidina epidural causa frequentemente diminuição na frequência cardíaca. A bradicardia sintomática
pode ser tratada com atropina. Raramente foi relatado bloqueio atrioventricular maior do que o do I Grau. O fármaco não
altera a resposta hemodinâmica ao exercício, mas pode mascarar o aumento do batimento cardíaco associado com a
hipovolemia.
Depressão Respiratória e Sedação: a administração de clonidina pode resultar em sedação através da ativação dos alfa-
adrenoceptores no tronco cerebral. Altas doses de clonidina causam sedação e anormalidades ventilatórias normalmente
moderadas. Pode haver desenvolvimento de tolerância a esses efeitos com a administração crônica. Esses efeitos têm sido
relatados com doses em bolus, que são significativamente maiores que a velocidade de infusão recomendada para o
tratamento da dor no câncer.
Depressão: tem ocorrido depressão em pequena porcentagem de pacientes tratados com clonidina oral ou transdérmica. A
depressão ocorre normalmente em pacientes com câncer e pode ser exacerbada pelo tratamento com a clonidina. Os
pacientes, especialmente aqueles com história conhecida de desordens afetivas, devem ser monitorados em relação aos
sinais e sintomas de depressão.
Dor de Origem Visceral ou Somática: em pesquisas clínicas, nas doses testadas, a clonidina mostrou-se mais efetiva na dor
neuropática bem localizada, caracterizada como de natureza elétrica, de queimação, pontada, localizada nos dermátomos ou
distribuida ao longo do nervo periférico. O medicamento pode ser menos efetivo, ou possivelmente inefetivo no tratamento
da dor difusa, pouco localizada ou de origem visceral.
Hipotensão
Pode ocorrer grave hipotensão após a administração de Clonidin® e, portanto, cuidados devem ser tomados com todos os
pacientes. O produto não é recomendado na maioria dos pacientes com doença cardiovascular grave ou para aqueles que
são hemodinamicamente instáveis. O benefício de sua administração nesses pacientes deve ser cuidadosamente calculado
contra os potenciais riscos resultantes da hipotensão.
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Os sinais vitais devem ser frequentemente monitorados, especialmente durante os primeiros dias da terapia epidural com
Clonidin®. Quando a clonidina é infundida nos segmentos espinhais torácicos superiores, podem ser verificadas quedas
mais pronunciadas na pressão sanguínea.
A clonidina diminui o estímulo simpático do sistema nervoso central resultando em diminuição da resistência periférica,
resistência vascular renal, frequência cardíaca e pressão sanguínea. Contudo, na ausência de hipotensão profunda, o fluxo
arterial renal e a taxa de filtração glomerular permanecem essencialmente inalterados.
Os relatos publicados sobre o uso de clonidina epidural na analgesia intra e pós-operatória, também demonstram hipotensão
consistente e marcante como resposta ao fármaco. Pode ocorrer hipotensão grave mesmo se houver pré-tratamento com
fluído intravenoso.
Abstinência
A interrupção repentina do tratamento com clonidina, independente da via de administração, tem resultado, em alguns
casos, em sintomas como nervosismo, agitação, cefaleia e tremor, acompanhado ou seguido por uma rápida elevação na
pressão sanguínea. A probabilidade de tais reações parecem ser maiores com o uso de doses mais altas ou com o tratamento
concomitante com beta-bloqueadores. Nestas situações devem ser tomados cuidados especiais. Após retirada abrupta de
clonidina foram relatados casos raros de encefalopatia hipertensiva, acidentes cerebrovasculares e óbito. Pacientes com
histórico de hipertensão e/ou outras condições cardiovasculares subjacentes podem estar sob risco das consequências da
descontinuação abrupta da clonidina.
O monitoramento cuidadoso do funcionamento da bomba de infusão e a inspeção do cateter, verificando a existência de
obstrução ou deslocamento, pode reduzir o risco de supressão abrupta inadvertida de clonidina epidural. Os pacientes
devem comunicar imediatamente seu médico se houver interrupção inadvertida, por qualquer razão, da administração de
clonidina. Os pacientes também devem ser instruídos para não descontinuar a terapia sem consultar o médico.
Quando houver descontinuação da terapia epidural com clonidina, o médico deve reduzir a dose gradualmente por 2 a 4
dias para evitar os sintomas de abstinência.
Um excessivo aumento na pressão arterial, após a descontinuação da clonidina epidural, pode ser tratado com clonidina ou
fentolamina intravenosa. Se a terapia tiver que ser descontinuada em pacientes sob tratamento concomitante com clonidina
e beta-bloqueadores, o beta-bloqueador deve ser interrompido vários dias antes da descontinuação gradual da clonidina
epidural.
Infecções
As infecções relacionadas com os cateteres epidurais implantados são um sério risco. A ocorrência de febre em paciente
que esteja recebendo clonidina epidural deve incluir a possibilidade de infecção relacionada com o cateter, tal como a
meningite ou abcesso epidural.
Informação para pacientes
Os pacientes devem ser instruídos sobre os riscos da hipertensão rebote e avisados para não descontinuar a clonidina,
exceto sob a supervisão de um médico. Os pacientes devem notificar o seu médico imediatamente se o uso de clonidina for
inadvertidamente interrompido por qualquer razão. Os pacientes que se envolvem em atividades potencialmente perigosas,
tais como a utilização de máquinas ou de condução, devem ser aconselhados sobre os efeitos sedativo e hipotensor
potenciais da clonidina epidural. Eles também devem ser informados de que os efeitos sedativos podem ser aumentados por
fármacos depressores do SNC como o álcool e barbitúricos, e que os efeitos hipotensores podem ser aumentados por
opiaceos.
Carcinogenicidade, Mutagenicidade e Diminuição da Fertilidade
A clonidina não mostrou potencial carcinogênico em estudo com animais. A fertilidade de ratos machos ou fêmeas não foi
afetada pelas doses de cloridrato de clonidina de 150 mcg/kg, ou cerca de 0,5 vez a dose máxima humana recomendada. A
fertilidade de ratos fêmeas, contudo, pareceu ser afetada em outra experiência com níveis de doses orais de 500 a 2000
mcg/kg, ou 2 a 7 vezes a dose máxima humana recomendada.
Uso em Analgesia Pós-Operatória ou Obstétrica
Clonidin® não é recomendado para o controle da analgesia do parto, pós-parto ou peri-cirúrgica. O risco de instabilidade
hemodinâmica, especialmente hipotensão e bradicardia, após clonidina epidural, pode ser inaceitável nesses pacientes.
Gravidez
Os estudos de reprodução em coelhos, com doses de cloridrato de clonidina em concentrações de até a dose máxima
humana recomendada, não demonstraram evidência de potencial teratogênico ou embriotóxico. Em ratos, contudo, doses
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baixas de até 1/3 da dose máxima humana recomendada, foram associadas com reabsorções aumentadas, em um estudo no
qual as ratas foram tratadas continuamente dois meses antes do acasalamento.
A clonidina atravessa rapidamente a placenta e suas concentrações são similares no plasma materno e no do cordão
umbilical; as concentrações do fluído amniótico podem ser 4 vezes àquelas encontradas no soro. Não existem estudos
adequados e bem controlados em mulheres grávidas durante o início da gestação, quando ocorre a formação dos órgãos. Os
estudos utilizando clonidina epidural durante o parto, não têm demonstrado reações adversas aparentes na criança no
momento do parto. Contudo, esses estudos não monitoram os efeitos hemodinâmicos na criança, nos dias após o parto. O
cloridrato de clonidina injetável deve ser usado durante a gravidez somente se os potenciais benefícios justificarem o
potencial risco ao feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Parto e trabalho de parto
Não existem estudos clínicos adequadamente controlados avaliando a segurança, eficácia e dose da clonidina em
procedimentos obstétricos. O uso de clonidina como analgésico durante o parto e trabalho de parto não é indicado, pelo fato
de a perfusão materna da placenta ser criticamente dependente da pressão sanguínea.
Amamentação
As concentrações de clonidina no leite humano são de aproximadamente duas vezes àquelas encontradas no plasma
materno. Deve haver muito cuidado ao se administrar clonidina a mulheres em fase de amamentação. Deve-se tomar a
decisão de descontinuar a amamentação ou a administração de clonidina, em função do potencial para a ocorrência de
reações adversas nas crianças lactentes.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e
pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu
tratamento ou para a alimentação do bebê. Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.
Uso pediátrico:
A segurança e a eficácia da clonidina, nesta indicação e população clínica é limitada.
Efeito na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Durante o tratamento com Clonidin® o paciente não deve dirigir veículos, operar máquinas ou trabalhar em serviços
contínuos, pois a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento até o cessar dos efeitos, pois sua
habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou
acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com Clonidina e até 48 horas após o seu término, devido
ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
Interações Medicamentosas
A clonidina potencializa os efeitos depressivos do SNC do álcool, barbitúricos ou outros fármacos sedativos. Os
analgésicos narcóticos podem potencializar os efeitos hipotensivos da clonidina.
Não deve ser usada com antidepressivos tricíclicos, agentes bloqueadores beta-adrenérgicos. Os primeiros podem
antagonizar os efeitos hipotensivos da clonidina, sendo que seus efeitos sobre a ação analgésica da clonidina são
desconhecidos. Os agentes beta-bloqueadores podem contribuir com a hipotensão aguda e podem exacerbar a resposta
hipertensiva verificada com a supressão da clonidina. Também, devido ao potencial para efeitos aditivos como a
bradicardia e o bloqueio AV, cuidados devem ser tomados em pacientes recebendo clonidina que estejam sob tratamento
com agentes que afetem a função do nó sinusal ou a condução AV nodal, isto é, digitálicos, bloqueadores do canal de cálcio
e beta-bloqueadores.
Existe um relato de caso de paciente com delírio agudo associado com o uso simultâneo de flufenazina e clonidina oral. Os
sintomas cessaram quando houve a suspensão da clonidina e houve recorrência quando a clonidina foi reinstituída.
A clonidina epidural pode prolongar a duração dos efeitos farmacológicos dos anestésicos locais epidurais, incluindo tanto
o bloqueio sensitivo quanto o motor.
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Nota: O medicamento é restrito ao uso hospitalar e sua administração somente deve ser feita por profissionais
familiarizados com os procedimentos anestésicos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar o produto em temperatura ambiente, entre 15 e 30°C, protegido da luz. O medicamento não contém
conservantes.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento: solução límpida, incolor, praticamente isenta de partículas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
As necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas conforme a indicação e perfil clínico do paciente.
Este medicamento deve ser aplicado por profissional de saúde, com o uso de agulhas estéreis e equipos de infusão,
que devem ser adquiridas separadamente. O tipo de agulha e o modo de aplicação serão definidos pelo profissional
responsável.
Na medicação pré-anestésica: as aplicações mais aconselháveis são IM profunda, IV lenta (7 a 10 minutos) ou diluída,
por gotejamento intravenoso. Clonidina é compatível com cloreto de sódio 0,9% para diluição. Em procedimentos
cirúrgicos de longa duração, dose adicional de 150 mcg ou manutenção por gotejamento intravenoso pode ser necessário.
Na analgesia pós-operatória: a dose inicial recomendada de Clonidin® para infusão epidural contínua é de 30 mcg/h.
Embora a dose possa ser titulada para mais ou menos, dependendo do alívio da dor e ocorrência de reações adversas, a
experiência com doses acima de 40 mcg/h é limitada. É essencial estar familiarizado com os dispositivos de infusão
epidural contínua, e os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados nos primeiros dias, avaliando sua resposta.
A dose usual está entre 2-4 mcg/kg por via epidural e 0,5-1 mcg/kg por via intratecal produz analgesia de curta duração (4 a
6 horas) e deverá ser repetida de acordo com as respostas do paciente. Na aplicação intratecal, a analgesia é de duração
dose dependente.
Em associação com outros fármacos: a posologia deve ser individualizada para cada caso. Nas associações com
anestésicos locais (lidocaína, bupivacaína e mepivacaína) o procedimento e a dose mais usuais consiste na adição de 150
mcg de Clonidin® solução injetável à dose escolhida do anestésico local, antes da aplicação.
IMPORTANTE: Ampola com ponto de corte.
INSTRUÇÕES
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Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Uma vez que este medicamento é administrado por um profissional da saúde em ambiente hospitalar não deverá ocorrer
esquecimento do seu uso.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
- Reação muito comum (>1/10): Hipotensão, hipotensão ortostática, náuseas, xerostomia, astenia, confusão, tontura,
sonolência.
- Reação comum (>1/100 e <1/10): Bradiarritmia, precordialgia, diminuição ou aumento do débito cardíaco, taquicardia,
sudorese, obstipação, zumbido, agitação, nervosismo, alucinações, disfunção erétil, diminuição da atividade sexual, perda
da libido, fadiga.
- Reação incomum (>1/1.000 e <1/100): Palpitação, alopecia, erupções na pele, prurido, rash, urticaria, ginecomastia,
pseudo-obstrução intestinal crônica, parotidite, cefaléia, insônia, depressão, dificuldade de micção, noctúria, retenção
urinária, angioedema, mal-estar.
- Reação rara (>1/10.000 e <1.000): Bloqueio atrioventricular, bradicardia atrioventricular - nó sinoatrial, insuficiência
cardíaca congestiva, fenômeno de Raynaud, bradicardia sinusal, ritmo nodal sinusal, síncope, trombocitopenia, hepatite,
acidente vascular cerebral, visão embaçada, sensação de queimação nos olhos, olhos ressecados, delírio, distúrbios do
sonho, inquietação, ressecamento de mucosa nasal, acidente vascular cerebral após abrupta interrupção do tratamento com
clonidina, morte após abrupta interrupção do tratamento com clonidina.
- Relatos de casos: Prolongamento do intervalo QT, hipertensão rebote, obstrução gastrointestinal, aumento da pressão
intracraniana, episódios de apneia, abuso do fármaco, arritmias ventriculares sérias após abruptas interrupções do
tratamento com clonidina.
- Sem informação detalhada: Diminuição da pressão arterial diastólica e sistólica, lúpus eritematoso sistêmico, desordens
psicóticas agudas (exacerbação de tiques ou alucinações visuais e auditivas), depressão respiratória, depressão respiratória,
retirada da droga: o aumento agudo da pressão arterial (crise hipertensiva) após a interrupção abrupta da terapêutica
clonidina é bem documentado, síndrome de abstinência aguda da clonidina (dor de cabeça, tonturas, transpiração,
palpitações, ansiedade, insônia, tremores, dispneia e compressão do peito, aumento da excreção de adrenalina e
noradrenalina urinária (catecolaminas) e aumento da atividade da renina plasmática), eventos adversos neurológicos
associados com a privação de clonidina (cefaleia), eventos adversos psiquiátricos associados com a privação de clonidina
(ansiedade, suor, palpitações e tremores).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
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9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Pode haver desenvolvimento de hipertensão precoce seguida de hipotensão, bradicardia, depressão respiratória, hipotermia,
sonolência, reflexos diminuídos ou ausentes, irritabilidade e miose. Com doses orais excessivas foram relatadas, alterações
na condução cardíaca reversível ou arritmias, apneia, coma e convulsões.
Inexiste antídoto específico para a superdose de clonidina. A terapia de suporte pode incluir sulfato de atropina para a
bradicardia, fluídos intravenosos e/ou agentes vasopressores para a hipotensão. A hipertensão associada com a superdose
tem sido tratada com furosemida intravenosa, diazóxido ou agentes alfa-bloqueadores como a fentolamina. A naloxona
pode ser um auxiliar no tratamento da hipotensão e/ou coma induzidos pela clonidina; a pressão arterial deve ser
monitorada pois a administração de naloxona pode resultar ocasionalmente em hipertensão paradoxal. A administração de
tolazolina forneceu resultados inconsistentes e não é recomendada como terapia de primeira linha. A diálise não parece
aumentar significativamente a eliminação de clonidina.
A maior superdose relatada até agora envolveu um paciente branco de 28 anos de idade, que ingeriu 100 mg de cloridrato
de clonidina em pó. Este paciente desenvolveu hipertensão seguida de hipotensão, bradicardia, apneia, alucinações,
semicoma e contrações ventriculares prematuras. O paciente recuperou-se completamente após tratamento intensivo.
Em casos de superdose observa-se uma baixa considerável da pressão arterial (sem colapso) acompanhada de uma
sonolência profunda, podendo levar a um estado semicomatoso com hipotermia e bradicardia. Este estado é revertido
espontaneamente em 24 a 48 horas.
A normalização dos valores tensionais pode ser obtida rapidamente por administração de agentes alfa-inibidores.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem
ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0298.0193
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº 10.446
Registrado por:
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira / SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira
Produzido por:
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Av. Nossa Senhora da Assunção, 574 - Butantã - São Paulo - SP
CNPJ nº 44.734.671/0008-28
Indústria Brasileira
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800-7011918
USO SOB PRESCRIÇÃO.
USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 13/05/2026.
R_0193_00-02
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9
Anexo B
Histórico de alteração da bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
Número do
Expediente Assunto Data do
expediente
Número do
Expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula Versões
(VP / VPS)
Apresentações
relacionadas
13/05/2026 ---
10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
--- --- --- ---
I – Identificação do
medicamento
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
III – Dizeres legais
VP/VPS
Solução Injetável 150
mcg/mL – Caixas contendo
25 ampolas x 1mL e 25 e
30 ampolas x 1mL em
estojos esterilizados.
21/10/2025 1400024/25-1
10451 -
MEDICAMENTO
NOVO -
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula –
publicação no
Bulário RDC 60/12
------ ------ ------ ------ Adequações para
atendimento a RDC 768/22
VP e VPS
Solução Injetável 150
mcg/mL – Caixas contendo
25 ampolas x 1mL e 25 e
30 ampolas x 1mL em
estojos esterilizados.
23/12/2016 2642881/16-4
10451 –
MEDICAMENTO
NOVO –
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula – RDC
60/12
29/08/2011 748267/11-1
Medicamento
Novo –
Alteração de
Local de
Fabricação de
Medicamento de
Liberação
Convencional
16/05/2016 DIZERES LEGAIS VP
Solução Injetável 150
mcg/mL – Caixas contendo
25 ampolas x 1mL e 25 e
30 ampolas x 1mL em
estojos esterilizados.
20/12/2016 2623581/16-1 10451 – ------ ------ 10451 – ------ 3. QUANDO NÃO DEVO VP
-- 9 of 10 --
10
MEDICAMENTO
NOVO –
Notificação de
Alteração de Texto
de Bula – RDC
60/12
MEDICAMENT
O NOVO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
6. COMO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?
7. O QUE DEVO FAZER
QUANDO EU ME
ESQUECER DE USAR
ESTE MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES QUE
ESTE MEDICAMENTO
PODE ME CAUSAR
9. O QUE DEVO FAZER
SE ALGUÉM USAR UMA
QUANTIDADE MAIOR
DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Solução Injetável 150
mcg/mL – Caixas contendo
25 ampolas x 1mL e 25 e
30 ampolas x 1mL em
estojos esterilizados.
26/06/2014 0502205/14-3
10458 –
MEDICAMENTO
NOVO - Inclusão
Inicial de Texto de
Bula – RDC 60/12
------ ------
10458 –
MEDICAMENT
O NOVO -
Inclusão Inicial
de Texto de
Bula – RDC
60/12
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Todos os itens foram
alterados para adequação à
RDC 47/09.
VP e VPS
Solução Injetável 150
mcg/mL – Caixas contendo
25 ampolas x 1mL e 25 e
30 ampolas x 1mL em
estojos esterilizados.
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Especificações
| Código do Produto | 7896676404975 |
|---|---|
| Marca | INDEFINIDO |
| Código de Barras | 7896676404975 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE CLONIDINA |
| Registro MS | 1029801930034 |
| Tipo | Novo |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); NAO CONGELAR; PROTEGER DA LUZ |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ENDOVENOSA/INTRAVENOSA; EPIDURAL; INTRAMUSCULAR; INTRATECAL |
| Forma farmacêutica | SOLUÇÃO INJETÁVEL |
| Classe terapêutica | ANALGESICOS NAO NARCOTICOS |
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| Bula Profissional | Ver bula |