CLOR. DOXORRUBICINA 50MG CT C/
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CLORIDRATO DE DOXORRUBICINA
50 MG
CLORIDRATO DE DOXORRUBICINA
CLORIDRATO DE DOXORRUBICINA é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Bula
cloridrato de doxorrubicina
Bula para paciente
Pó Liofilizado para solução injetável
50mg
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IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
cloridrato de doxorrubicina
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÃO
Pó liofilizado para solução injetável 50 mg: embalagem com 1 frasco-ampola.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
USO INTRAVENOSO OU INTRAVESICAL
Composição
Cada frasco-ampola de cloridrato de doxorrubicina 50 mg contém:
cloridrato de doxorrubicina................................................. 50mg
Excipientes: manitol, lactose, ácido clorídrico* e hidróxido de sódio*.
* Corretor de pH
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
O cloridrato de doxorrubicina, pó liofilizado injetável, tem sido usado para induzir regressão em várias neoplasias (tumores
malignos – cânceres), tais como carcinoma da mama, pulmão, bexiga, tireoide e ovário; sarcomas ósseos e de tecidos moles;
linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin; neuroblastoma; tumor de Wilms; leucemia linfoblástica aguda e leucemia mieloblástica
aguda.
O cloridrato de doxorrubicina também tem sido utilizado no tratamento dos tumores superficiais da bexiga por administração
intravesical (aplicação dentro da bexiga) após ressecção do tumor através da uretra.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O cloridrato de doxorrubicina de rápida dissolução é um antibiótico usado como quimioterápico (medicamento usado no
tratamento de neoplasias) com ação nas células tumorais, diminuindo sua multiplicação e interferindo nas suas funções.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O cloridrato de doxorrubicina é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) à doxorrubicina, outras
antraciclinas, antracenedionas (antineoplásicos) ou a qualquer componente da fórmula.
Também é contraindicado nos seguintes casos:
Uso Intravenoso (dentro de uma veia):
- Mielossupressão persistente (diminuição da função da medula óssea);
- Insuficiência hepática grave (prejuízo grave da função do fígado);
- Insuficiência cardíaca grave (incapacidade do coração de bombear a quantidade adequada de sangue);
- Infarto do miocárdio recente (morte das células do músculo cardíaco devido à diminuição da quantidade de
sangue/oxigênio);
- Arritmias graves (alteração no ritmo dos batimentos do coração);
- Tratamento prévio com doses máximas cumulativas de antineoplásicos como doxorrubicina, daunorrubicina, epirrubicina,
idarrubicina e/ou outras antraciclinas ou antracenedionas.
Uso Intravesical (diretamente dentro da bexiga):
- Infecções do trato urinário (infecção de urina);
- Inflamação da bexiga;
- Hematúria (sangue na urina);
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Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu
médico em caso de suspeita de gravidez.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose galactose.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Gerais
O tratamento com cloridrato de doxorrubicina deve ser realizado somente sob supervisão de profissionais médicos com
experiência no uso de quimioterápicos.
Antes do tratamento com cloridrato de doxorrubicina, você deve se recuperar das toxicidades de outras terapias com
citotóxicos (medicamentos tóxicos para as células), tais como estomatite (lesões semelhantes a aftas na boca), alterações da
contagem das células sanguíneas e infecções generalizadas.
Função Cardíaca
A cardiotoxicidade (toxicidade para o coração) é um risco do tratamento com antraciclinas (classe de medicamentos do
cloridrato de doxorrubicina) que pode se manifestar por eventos iniciais (isto é, agudos) ou tardios (isto é, retardados).
Eventos iniciais (agudos): toxicidade inicial do cloridrato de doxorrubicina no coração acontece como um aumento na
frequência dos batimentos do coração e/ou anormalidades no exame de eletrocardiografia para avaliar a função cardíaca. O
médico que acompanha o seu tratamento avaliará qualquer suspeita de desenvolvimento de toxicidade tardia no coração.
Portanto, informe seu médico sobre qualquer sintoma que apresente durante o tratamento.
Eventos tardios (que surgem tardiamente): toxicidade tardia no coração geralmente pode ocorrer dentro de 2 a 3 meses
após o término do tratamento, mas a ocorrência de eventos tardios vários meses ou anos após o término do tratamento também
já foi relatada. Pode ocorrer doença do músculo do coração tardiamente, havendo diminuição da quantidade de sangue
bombeado para o organismo e/ou por sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva (ICC, incapacidade do coração
de bombear a quantidade adequada de sangue), tais como falta de ar, inchaço pulmonar, edema periférico (inchaço de
membros inferiores), aumento do tamanho do coração, aumento de volume do fígado, diminuição do volume de urina,
acúmulo de líquido dentro da cavidade abdominal, acúmulo de líquido entre as membranas que envolvem os pulmões e
batimentos cardíacos muito acelerados. Efeitos subagudos como inflamação da membrana que envolve o coração e
inflamação do músculo cardíaco também foram relatados. ICC com risco de morte é a forma mais grave de doença do músculo
do coração induzida por antraciclina (classe de medicamentos do cloridrato de doxorrubicina). Você deve perguntar ao seu
médico como evitar esses sintomas e quais as medidas que você deve tomar no caso deles aparecerem.
Com a finalidade de diminuir o risco de ocorrência de insuficiência cardíaca grave, a sua função cardíaca deve ser avaliada
antes e durante o tratamento com cloridrato de doxorrubicina. Converse com seu médico.
Fatores de risco para toxicidade cardíaca incluem doença cardiovascular (doença do coração) ativa ou não, radioterapia prévia
(tratamento com radiação) ou concomitante em região mediastinal/pericárdica (região média do tórax/em volta do coração),
terapia prévia com outras antraciclinas ou antracenedionas e uso concomitante de outros medicamentos com capacidade de
reduzir a contração cardíaca ou medicamentos tóxicos ao coração. Por este motivo, é muito importante informar ao seu
médico todos os medicamentos que utiliza ou utilizou recentemente, assim, o monitoramento da sua função cardíaca será
mais adequado.
Crianças e adolescentes possuem maior risco de desenvolver toxicidade tardia no coração após a administração de cloridrato
de doxorrubicina. Mulheres têm maior risco do que os homens. Se você estiver em um destes grupos de risco, você deve
perguntar ao seu médico como proceder neste caso.
Toxicidade Hematológica
O cloridrato de doxorrubicina pode produzir mielossupressão (diminuição da função da medula óssea) por este motivo, seu
médico sempre solicitará exames de sangue antes e durante o tratamento com cloridrato de doxorrubicina a fim de detectar
qualquer alteração de suas células sanguíneas.
Leucemia Secundária
Leucemia (câncer originário da medula óssea) secundária foi relatada em pacientes tratados com antraciclinas, incluindo
cloridrato de doxorrubicina. A leucemia secundária é mais comum quando tais fármacos são administrados em combinação
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com a radioterapia (tratamento com radiação), em doses elevadas, em combinação com outros agentes citotóxicos
(principalmente em altas doses ou associado à radioterapia) ou quando as doses de antraciclinas são aumentadas. Essas
leucemias podem aparecer de 1 a 3 anos do final do período de tratamento.
Gastrintestinal
No início do tratamento com cloridrato de doxorrubicina, você pode apresentar inflamação das mucosas e/ou inflamação da
mucosa da boca, que, se grave, pode progredir em poucos dias para úlceras de mucosa (feridas mais profundas). Caso você
não se recupere até a terceira semana de terapia, consulte seu médico.
Função Hepática
O cloridrato de doxorrubicina não é indicado se você tem insuficiência hepática grave (falha no funcionamento normal do
fígado).
Efeitos no Local de Infusão
Fechamento do vaso sanguíneo pode resultar da infusão do fármaco num vaso de pequeno calibre ou de infusões repetidas
na mesma veia. Seguindo-se os procedimentos de administração recomendados, é possível minimizar o risco de flebite
(inflamação da veia) ou tromboflebite (inflamação da veia com formação de coágulos) no local de infusão (vide questão 6.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Extravasamento
O extravasamento (aplicação do medicamento fora do vaso sanguíneo) de cloridrato de doxorrubicina durante a administração
intravenosa pode produzir dor local, lesões teciduais graves (formação de bolhas, celulite grave - inflamação das camadas de
gordura abaixo da pele) e necrose (morte do tecido). Caso ocorram sinais ou sintomas de extravasamento durante a
administração intravenosa de cloridrato de doxorrubicina, a infusão do fármaco deve ser imediatamente interrompida.
Síndrome de Lise Tumoral
O cloridrato de doxorrubicina pode induzir aumento do ácido úrico no sangue (hiperuricemia) que acontece durante a rápida
destruição das células neoplásicas induzida pelo fármaco (síndrome de lise tumoral). Níveis séricos de ácido úrico, potássio,
fosfato de cálcio e creatinina devem ser avaliados após o tratamento inicial. Hidratação, alcalinização urinária e profilaxia
com alopurinol para prevenir a hiperuricemia podem minimizar as complicações potenciais da síndrome de lise tumoral.
Efeito Imunossupressor/Aumento da Suscetibilidade a Infecções
A administração de determinadas vacinas vivas (produzidas a partir de microrganismos vivos) ou vivas atenuadas (produzidas
a partir de compostos mortos ou inativados) em pacientes imunocomprometidos (pacientes com sistema de defesa debilitado)
por agentes quimioterápicos, incluindo o cloridrato de doxorrubicina, pode resultar em infecções sérias ou fatais. A vacinação
em pacientes em uso de cloridrato de doxorrubicina deve ser orientada pelo médico que está acompanhando o tratamento
com cloridrato de doxorrubicina. Vacinas mortas ou inativas podem ser administradas, entretanto, a resposta a estas vacinas
pode ser diminuída.
Outros
O cloridrato de doxorrubicina pode potencializar a toxicidade de outras terapias antitumorais.
Observou-se exacerbação da cistite hemorrágica (inflamação da bexiga urinária com sangramento) induzida pela
ciclofosfamida e aumento da hepatotoxicidade (toxicidade do fígado) da 6-mercaptopurina. Também foi relatada toxicidade
do miocárdio (músculo cardíaco), mucosas, pele e fígado, induzida pela irradiação.
Assim como ocorre com outros agentes citotóxicos, tromboflebite (inflamação e formação de coágulos nas veias) e
fenômenos tromboembólicos (formação de coágulos dentro de vasos sanguíneos), incluindo embolia pulmonar (presença de
um coágulo no pulmão, fatal em alguns casos), foram coincidentemente relatados com o uso de cloridrato de doxorrubicina.
Sua urina pode apresentar coloração avermelhada até 1-2 dias após a administração de cloridrato de doxorrubicina.
Advertências e Precauções Adicionais para Outras Vias de Administração
Via Intravesical (diretamente dentro da bexiga): a administração de cloridrato de doxorrubicina por via intravesical pode
produzir sintomas de constrição da bexiga (contração da bexiga) e cistite química (inflamação da bexiga), que é a irritação
da parede da bexiga pelo medicamento. Esta pode se manifestar por diversos sintomas urinários, como dor para urinar,
sangramento na urina, dor na bexiga, entre outros.
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Uso em Crianças
As crianças apresentam risco aumentado de desenvolverem toxicidade tardia no coração. Recomenda-se acompanhamento
com avaliação periódica das funções cardíacas para monitoração dessa possibilidade. O cloridrato de doxorrubicina, como
componente de regimes quimioterápicos intensivos a pacientes pediátricos, pode contribuir com o distúrbio de crescimento
pré-puberal (estirão de crescimento préadolescência). Pode também contribuir com prejuízo das gônadas (testículos e
ovários), o que é geralmente temporário.
Prejuízo na Fertilidade
Em mulheres, o cloridrato de doxorrubicina pode causar infertilidade durante o período de administração do fármaco. O
cloridrato de doxorrubicina pode causar amenorreia (ausência de menstruação). A ovulação e a menstruação parecem retornar
após o término da terapia, embora possa ocorrer menopausa prematura (cessação dos ciclos menstruais antes da idade
habitual).
Em homens, o cloridrato de doxorrubicina pode causar mutações nos espermatozoides. A oligospermia (diminuição do
número de espermatozoides no sêmen) ou azoospermia (ausência de espermatozoides vivos no sêmen) pode ser permanente;
embora haja relatos de normalização da contagem de espermatozoides em alguns casos. Isso pode ocorrer após vários anos
do término da terapia. Homens submetidos ao tratamento com cloridrato de doxorrubicina devem utilizar métodos
contraceptivos eficazes durante o tratamento.
Uso durante a Gravidez
Caso você apresente potencial para engravidar, aconselha-se a utilização de um método contraceptivo adequado para não
engravidar enquanto estiver sob tratamento com cloridrato de doxorrubicina. Caso o medicamento seja utilizado durante a
gravidez, ou se você engravidar enquanto estiver utilizando este medicamento, informe imediatamente o seu médico.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu
médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso durante a Lactação (amamentação)
O cloridrato de doxorrubicina é excretado no leite materno. Portanto, não utilize cloridrato de doxorrubicina durante a
amamentação.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode
causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu
tratamento ou para a alimentação do bebê.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
O efeito do cloridrato de doxorrubicina na habilidade de dirigir e operar máquinas não foi avaliado.
Interações Medicamentosas
Interações clinicamente significativas têm sido relatadas com inibidores da CYP3A4, CYP2D6, e/ou P-gp (por exemplo,
verapamil), resultando em aumento da concentração e efeito clínico da doxorrubicina. Indutores do CYP3A4 (por exemplo,
fenobarbital, fenitoína, Erva de São João) e indutores P-gp podem diminuir a concentração do cloridrato de doxorrubicina.
Relatos na literatura sugerem que a adição de ciclosporina ao cloridrato de doxorrubicina resulta em mais profunda e
prolongada toxicidade hematológica do que a observada com cloridrato de doxorrubicina sozinho. Coma e convulsões
também têm sido descritas com a administração concomitante de ciclosporina e cloridrato de doxorrubicina.
O cloridrato de doxorrubicina pode ser associado a outros fármacos citotóxicos. Ao utilizá-lo como parte de esquemas
combinado com outros quimioterápicos, é provável que ocorra toxicidade aditiva, ou seja, aumento da toxicidade. Isso pode
acontecer principalmente em relação à medula óssea e aos efeitos gastrintestinais.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose galactose.
Atenção: contém 0,25g de lactose (tipo de açúcar) / frasco-ampola
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
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É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo
que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento
pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazenar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Estabilidade das Soluções Reconstituídas
Para a reconstituição do conteúdo do frasco-ampola de cloridrato de doxorrubicina 50 mg, pó liofilizado para solução
injetável, deve-se utilizar 5 mL de água para injetáveis. A solução obtida após o acréscimo da água para injetáveis pode ser
conservada durante 48 horas sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC).
Estabilidade das Soluções Reconstituídas Após Diluição
Para administração Intravesical:
A solução reconstituída poderá ser diluída para 50 mL de água para injetáveis e poderá ser conservada durante 48 horas sob
refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) ou em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). No caso de toxicidade local (cistite
medicamentosa), a dose deve ser instilada em 50 - 100 mL de solução de cloreto de sódio 0,9% e poderá ser conservada
durante 48 horas sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) ou em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Para administração Intravenosa :
A solução reconstituída poderá também ser diluída para 25 mL de solução fisiológica 0,9 % ou glicose a 5%. As soluções
diluídas poderão ser conservadas durante 48 horas sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) ou em temperatura ambiente (entre 15ºC
e 30ºC).
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Características do produto antes de reconstituir: massa liofilizada vermelha.
Soluções reconstituídas com cloridrato de doxorrubicina: solução límpida, vermelha.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Administração
Cloridrato de doxorrubicina é normalmente administrado por via intravenosa (pela veia). A via intravesical (aplicação
diretamente dentro da bexiga) pode ser utilizada conforme indicado. A administração intravesical mostrou-se benéfica no
tratamento de câncer superficial de bexiga, bem como na profilaxia (prevenção) de recidiva de tumor após ressecção (retirado
do tumor) transuretral (por via uretral).
O cloridrato de doxorrubicina não é ativo por via oral e não deve ser administrado por via intramuscular ou intratecal
(diretamente no espaço onde corre o líquido espinhal). O cloridrato de doxorrubicina deve ser dissolvido em solução de
cloreto de sódio 0,9% ou em água para injetáveis.
Caso ocorram sinais ou sintomas de extravasamento (aplicação do medicamento fora do vaso sanguíneo), a injeção ou infusão
deve ser imediatamente interrompida e a pele deve ser lavada com grande quantidade de água morna e sabão. Em caso de
suspeita de extravasamento, a aplicação intermitente de gelo no local por 15 minutos, 4 vezes ao dia, pode ser útil.
Pais ou responsáveis por crianças em tratamento com cloridrato de doxorrubicina devem evitar o contato com a urina ou
outro fluido corporal da criança, utilizando luvas, por pelo menos 5 dias após cada tratamento.
Posologia
Cloridrato de doxorrubicina é um medicamento de uso restrito a hospitais. O esquema posológico e o plano de tratamento
deverão ser determinados exclusivamente pelo seu médico, de acordo com o tipo de neoplasia e a resposta ao tratamento. As
instruções para administração, reconstituição e diluição estão disponibilizadas na parte destinada aos Profissionais de Saúde,
pois somente um médico ou um profissional de saúde especializado poderá preparar e administrar a medicação.
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Outras informações podem ser fornecidas pelo seu médico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Como esse é um medicamento de uso exclusivamente hospitalar, o plano de tratamento é definido pelo médico que
acompanha o caso. Se você faltar a uma sessão programada de quimioterapia com esse medicamento, você deve procurar o
seu médico para redefinição da programação de tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do
tratamento.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Reações adversas relatadas associadas à terapia com cloridrato de doxorrubicina estão listadas abaixo por frequência. As
frequências são definidas como:
Reações Muito Comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): infecção (doença causada
por microrganismo: bactéria, vírus ou parasita), leucopenia (redução de leucócitos no sangue), neutropenia (diminuição do
número de neutrófilos no sangue), anemia (diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue), trombocitopenia (diminuição
do número de plaquetas no sangue), diminuição do apetite, inflamação da mucosa/estomatite (inflamação da boca), diarreia
(aumento no número e na quantidade de fezes eliminadas diariamente), vômito, náusea (enjoo), síndrome eritrodisestesia
palmo-plantar (vermelhidão das mãos e pés com alteração da sensibilidade), alopecia (queda de cabelos), pirexia (febre),
astenia (fraqueza), calafrios, diminuição da fração de ejeção (quantidade de sangue que é bombeado do coração para o corpo),
eletrocardiograma anormal (exame que registra o ritmo do coração), transaminases anormais (enzimas do fígado) e aumento
de peso [relatado em pacientes com câncer de mama em estado inicial recebendo terapia adjuvante contendo cloridrato de
doxorrubicina (ensaio NSABP B-15)].
Reações Comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sepse (infecção generalizada),
conjuntivite (inflamação ou infecção da membrana que cobre o olho), insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade do
coração de bombear a quantidade adequada de sangue), taquicardia sinusal, esofagite (inflamação do esôfago – tubo que
conecta a boca com o estômago), dor abdominal, urticária (alergia na pele), rash cutâneo (aparecimento de manchas
vermelhas no corpo), hiperpigmentação (escurecimento) da pele, hiperpigmentação da unha e reação no local da infusão.
Reações Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): embolia (obstrução de vaso
sanguíneo por coágulo).
Reações não conhecidas (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis): leucemia linfocítica aguda (tipo de
leucemia), leucemia mieloide aguda (tipo de leucemia), reação anafilática (tipo de reação alérgica grave), desidratação (perda
excessiva de água e sais minerais do organismo), hiperuricemia (aumento da concentração do ácido úrico no sangue), ceratite
(inflamação da córnea), aumento da lacrimação, bloqueio atrioventricular, taquiarritmias, bloqueio de ramo (tipos de
alteração no ritmo cardíaco), choque (choque hemorrágico: queda acentuada da pressão arterial decorrente de colapso do
sistema circulatório), hemorragias (perda excessiva de sangue), tromboflebite (inflamação da veia com formação de
coágulos), flebite (inflamação, irritação da veia), “ondas de calor”, hemorragia gastrintestinal (compreende boca, esôfago,
estômago e intestino delgado), gastrite erosiva (feridas no estômago), colite (inflamação/irritação do intestino grosso),
descoloração da mucosa [hiperpigmentação (escurecimento) ou hipopigmentação (perda da cor)], reação de
fotossensibilidade (lesões na pele causadas pela exposição à luz), reativação de fenômenos epidérmicos anteriores, prurido
(coceira), transtornos da pele, cromatúria (coloração avermelhada da urina) por 1 a 2 dias após a administração do fármaco,
amenorreia (ausência de períodos menstruais), azoospermia (ausência de espermatozoides no esperma), oligospermia
(diminuição do número de espermatozoides no esperma) e mal-estar generalizado.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento.
Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
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doxorrubicina_Pó_liof_sol_inj_VP_V10
A superdose aguda de cloridrato de doxorrubicina pode causar efeitos tóxicos gastrintestinais principalmente mucosite
(inflamação das mucosas), mielossupressão (diminuição da função da medula óssea, principalmente leucopenia - redução de
células de defesa no sangue e trombocitopenia - diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas) e alterações
cardíacas agudas (alterações no coração). Caso ocorra superdose do medicamento, procure auxílio médico imediatamente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem
ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
Registro:1.0043.0004
USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 26/12/2025.
Produzido por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, 3565
Itapevi – SP
Registrado por:
EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira
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doxorrubicina_Pó_liof_sol_inj_VP_V9
Histórico de Alteração da Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
No do
expediente
Assunto Data do
expediente
No do
expediente
Assunto Data de
aprovação
Itens de
bula
Versões
(VP/
VPS)
Apresentações
relacionadas
14/08/2015
0722578154
10459 –
GENÉRICO
– Inclusão
Inicial de
Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável VP Pó liofilizado
50 mg
14/07/2016 2077073161
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Quais os
males que
este
medicament
o pode me
causas?
Dizeres
Legais
VP
Pó liofilizado
50 mg
30/11/2016 2535553168
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Para que
este
medicamen
to é
indicado O
que devo
saber antes
de utilizar
este
medicamen
to? Quais
os males
que este
medicamen
to pode me
causar?
VP
Pó liofilizado
50 mg
30/03/
2017
0509902
171
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Dizeres
Legais VP Pó liofilizado
50 mg
30/10/2018 1042751181
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Para que
este
medicament
o é
indicado?
Dizeres
Legais
VP
Pó liofilizado
50 mg
12/04/2019 0329883193
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
3. Quando
não devo
usar este
medicament
o?
4. O que
devo saber
antes de
usar este
medicament
o?
VP
Pó liofilizado
50 mg
16/03/2020 0795581202
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
Não
aplicável Não
aplicável
Não
aplicável
Não
aplicável
Quando
não devo
usar este
medicament
o?
VP
Pó liofilizado
50 mg
-- 9 of 11 --
doxorrubicina_Pó_liof_sol_inj_VP_V9
60/12 O que devo
saber antes
de usar este
medicamento
?
11/03/2021 0948768/21-9
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
07/05/2019 0408694195
11040 - RDC
73/2016 -
GENÉRICO -
Inclusão de local
de fabricação de
medicamento
estéril
18/01/2021
5. Onde,
como e por
quanto
tempo
posso
guardar este
medicamen
to?
Dizeres
Legais
VP/VPS
Pó liofilizado
50 mg
11/05/2022 2709604/22-1
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não aplicável Não aplicável Não aplicável Não aplicável Apresentaçõ
es
Dizeres
Legais
VP/VPS
Pó liofilizado
50 mg
Não aplicável Não aplicável
10452 –
GENÉRICO
– Notificação
de Texto de
Bula – RDC
60/12
Não aplicável Não aplicável Não aplicável Não aplicável
Apresentaçã
o
Composição
3. Quando
não devo
usar este
medicamento
?
4. O que
devo saber
antes de usar
este
medicamento
?
5. Onde,
como e por
quanto
tempo posso
guardar este
medicamento
?
6. Como
devo usar
este
medicamento
?
Dizeres
legais
VP
Pó liofilizado
50 mg
-- 10 of 11 --
doxorrubicina_Pó_liof_sol_inj_VP_V9
-- 11 of 11 --
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Especificações
| Código do Produto | 7891317007966 |
|---|---|
| Marca | INDEFINIDO |
| Código de Barras | 7891317007966 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE DOXORRUBICINA |
| Registro MS | 1004300040022 |
| Dosagem | 50 MG |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico |
| Via de administração | INTRAMUSCULAR |
| Forma farmacêutica | Pó Liofilizado para Solução Injetável |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |