Cloridrato De Remifentanila 2 Mg Pó Liof Solução Injetável Intravenosa Caixa 5 Frasco-Ampola De Vidro Transparente Laboratorio Cristalia
Vendido e entregue por Maxi
cloridrato de remifentanila
2 MG
CLORIDRATO DE REMIFENTANILA
O cloridrato de remifentanila é indicado para produzir ou manter a anestesia durante cirurgias, incluindo cardíacas, e aliviar a dor pós-operatória imediata. Também é utilizado para promover alívio da dor e sedação em pacientes ventilados mecanicamente em UTIs. Atua através da …
cloridrato de remifentanila é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
Venda Sob Prescrição Médica Sujeita a Notificação de Receita "A"
Ofertas
Quantidade
1
Formas de pagamento
Formas de entrega e retirada
Forma de entrega
Calcule frete, prazo de entrega e retirada.
Informe seu CEP para ver opções de retirada e entrega.
Não sabe o seu CEP? Consulte aqui.
Retirar na farmácia
Receber no endereço
Sobre o produto
O cloridrato de remifentanila é indicado para produzir ou manter a anestesia durante cirurgias, incluindo cardíacas, e aliviar a dor pós-operatória imediata. Também é utilizado para promover alívio da dor e sedação em pacientes ventilados mecanicamente em UTIs. Atua através da remifentanila, um agonista opioide que proporciona anestesia, alívio da dor e sedação. A remifentanila tem início de ação rápido e efeito de curta duração.
Especificações
| Código do Produto | 7896676419979 |
|---|---|
| Marca | LABORATORIO CRISTALIA |
| Código de Barras | 7896676419979 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE REMIFENTANILA |
| Registro MS | 1029804140026 |
| Dosagem | 2 MG |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC) |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico |
| Via de administração | ENDOVENOSA/INTRAVENOSA |
| Forma farmacêutica | Pó Liofilizado para Solução Injetável |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
Cloridrato de remifentanila
Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999.
Pó Liofilizado para Solução Injetável
2mg e 5mg
Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.
BULA PARA O PACIENTE
-- 1 of 18 --
I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
cloridrato de remifentanila
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 5 frascos-ampola de 2mg ou 5mg de pó liofilizado para solução injetável de cloridrato de
remifentanila.
USO INTRAVENOSO
USO ADULTO E USO PEDIÁTRICO ACIMA DE 1 ANO DE IDADE
COMPOSIÇÃO
Cada frasco-ampola de 2 mg contém:
cloridrato de remifentanila ................................................. ...................................................... 2,194 mg
(equivalente a 2 mg de remifentanila)
excipientes* q.s.p. .......................................................................................................................1 frasco-ampola
Cada frasco-ampola de 5 mg contém:
cloridrato de remifentanila ................................................. ...................................................... 5,485 mg
(equivalente a 5 mg de remifentanila)
excipientes* q.s.p. .......................................................................................................................1 frasco-ampola
*excipientes: glicina, ácido clorídrico e hidróxido de sódio.
II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
O cloridrato de remifentanila é um medicamento indicado para produzir ou manter a anestesia durante cirurgias, inclusive
a do coração, e para o alívio da dor imediatamente após a operação. O cloridrato de remifentanila também é indicado para
promover alívio da dor e sedação em pacientes mecanicamente ventilados (ou seja, que respiram com ajuda de aparelhos)
em unidade de terapia intensiva (UTI).
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O cloridrato de remifentanila apresenta como substância ativa a remifentanila, que pertence a um grupo de medicamentos
chamados de agonistas opioides. Esses medicamentos são capazes de promover anestesia, assim como alívio da dor e
sedação, durante as cirurgias. A remifentanila tem início de ação rápido e seu efeito é curto.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O uso de cloridrato de remifentanila não é indicado caso você tenha hipersensibilidade conhecida à remifentanila, a outros
compostos semelhantes ou a qualquer componente da formulação (vide “Composição”).
O médico não deve administrar cloridrato de remifentanila por via epidural, um tipo de anestesia em que a injeção é
aplicada nas costas e serve principalmente para aliviar as dores do parto. Este medicamento também não pode ser usado
por via intratecal (no espaço entre duas membranas que revestem o cérebro, chamado de espaço subaracnoide). A
administração de cloridrato de remifentanila deve ser feita somente por via intravenosa, ou seja, no interior de uma veia.
Este medicamento é contraindicado para menores de 1 ano de idade.
Gravidez e lactação
O médico somente deve utilizar cloridrato de remifentanila em mulheres grávidas quando os benefícios potenciais para a
mãe superarem os possíveis riscos para o feto.
Deve haver cuidado na administração de cloridrato de remifentanila a mulheres que estejam amamentando.
-- 2 of 18 --
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você responder “sim” a qualquer uma das perguntas a seguir, informe seu médico sobre esse assunto antes da operação:
- Você já teve alguma reação adversa, ou seja, reação indesejável durante uma cirurgia?
-Você sabe se é alérgico a algum medicamento usado durante uma cirurgia?
- Você já teve algum problema de respiração?
- Os batimentos do seu coração são lentos ou irregulares?
- Você sabe se sua pressão arterial é baixa?
- Você tomou recentemente outros tipos de medicamento conhecidos como betabloqueadores ou bloqueadores dos canais
de cálcio?
- Você está grávida ou pretende engravidar em breve?
- Você está amamentando?
O cloridrato de remifentanila deve ser administrado somente no hospital, onde há equipamentos para monitorar e manter
as funções da respiração, do coração e dos vasos sanguíneos. Apenas o profissional treinado no uso de anestésicos deve
administrar cloridrato de remifentanila, pois é importante que saiba reconhecer as possíveis reações adversas ao
medicamento e agir de forma correta caso uma delas ocorra. Ele também deve ter sido treinado na abertura das vias
respiratórias e sua manutenção e na ventilação assistida.
Como todos os outros medicamentos da mesma classe, cloridrato de remifentanila não é recomendável como agente único
na anestesia geral.
Se você tiver enrijecimento muscular causado por cloridrato de remifentanila, um profissional de saúde capacitado deve
tomar as medidas de suporte adequadas para sua condição clínica. Ele pode administrar outros medicamentos para tratar
essa reação, se for intensa, ou diminuir a velocidade de uso cloridrato de remifentanila e até interrompê-lo (neste caso, o
enrijecimento muscular é resolvido em alguns minutos).
O cloridrato de remifentanila deve ser administrado somente em locais com equipamentos para monitorar e tratar os
possíveis casos de depressão respiratória (comprometimento da respiração). O tratamento deve ser feito por pessoa
capacitada e inclui a diminuição da velocidade de infusão ou sua interrupção temporária. É importante que o paciente
recupere totalmente a consciência e a respiração espontânea antes de ser liberado da sala de recuperação anestésica.
Pode ocorrer de algum efeito adverso afetar sua pressão arterial e seu coração, como queda de pressão e diminuição da
frequência dos batimentos cardíacos. Esses efeitos podem ser controlados pela redução da velocidade da infusão de
cloridrato de remifentanila ou da dose dos anestésicos utilizados em conjunto ou ainda pela administração intravenosa
(na veia) de outros medicamentos apropriados.
Em certos tipos de cirurgia o paciente pode sentir dor após a operação logo que cloridrato de remifentanila é suspenso.
Nesses casos, é necessário o uso de medicamentos para alívio da dor antes ou logo depois da interrupção de cloridrato de
remifentanila. O médico deve fazer a escolha adequada do medicamento de acordo com a cirurgia e o nível de cuidados
exigidos no período pós-operatório.
A administração de cloridrato de remifentanila deve ser feita com equipamento exclusivo para evitar que resíduos do
medicamento permaneçam na linha de infusão ou no equipo, se estes forem utilizados para fluidos ou outras drogas, e
provoquem reações adversas.
Assim como outros medicamentos da mesma classe, cloridrato de remifentanila pode causar dependência.
Pacientes com hipersensibilidade conhecida a opioides de diferentes classes podem apresentar reação seguida da
administração de remifentanila. Recomenda-se cautela antes do uso de remifentanila nesses pacientes (vide “8. Quais os
males que este medicamento pode me causar?”).
Cuidados e advertências para populações especiais
Uso em pacientes com problemas nos rins
Não é necessário ajustar a dose de cloridrato de remifentanila para esses pacientes.
-- 3 of 18 --
Uso em pacientes com problemas de fígado
Esses pacientes podem ser um pouco mais sensíveis à depressão respiratória causada por cloridrato de remifentanila e o
médico deve monitorá-los de perto. Deve também ajustar a dose de cloridrato de remifentanila de acordo com as
necessidades de cada paciente.
Uso em pacientes idosos
O médico deve reduzir a dose inicial de cloridrato de remifentanila nos idosos e depois ajustá-la cuidadosamente de
acordo com as necessidades de cada paciente.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
O paciente só poderá dirigir veículos e operar máquinas algum tempo após o término da administração de cloridrato de
remifentanila, isto é, quando os efeitos do medicamento forem eliminados. Esta orientação fica a critério médico.
Se estiver prevista alta hospitalar antecipada após o uso deste medicamento, o paciente não deve dirigir ou operar
máquinas, pois sua habilidade e sua atenção podem estar prejudicadas.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas enquanto não tiver passado tempo suficiente após a
administração de cloridrato de remifentanila, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar
prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou
acidentes.
Gravidez e lactação
O cloridrato de remifentanila somente deve ser utilizado em mulheres grávidas quando, a critério do médico, os benefícios
potenciais para a mãe superarem os possíveis riscos para o feto. O uso deste medicamento também não é recomendável
durante trabalhos de parto nem cesarianas.
Seu médico deve ter cuidado ao administrar cloridrato de remifentanila se você estiver amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano. O uso deste medicamento no período da lactação
depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Como ocorre com outros medicamentos da mesma classe, o uso de cloridrato de remifentanila diminui as quantidades ou
doses de anestésicos inalatórios e intravenosos necessários à anestesia.
Os efeitos adversos de cloridrato de remifentanila que afetam o coração e a pressão arterial podem agravar-se caso você
esteja tomando medicamentos depressores cardíacos, como betabloqueadores ou bloqueadores do canal de cálcio.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento deve ser guardado dentro da embalagem original e conservado em temperatura entre 15° e 30ºC. Com
a reconstituição e a posterior diluição, cloridrato de remifentanila permanece estável por 24 horas em temperatura
ambiente (entre 15° e 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas
-- 4 of 18 --
Pó compacto branco, inodoro, que pode estar intacto ou fragmentado.
Após reconstituído a solução é incolor, límpida e praticamente isenta de partículas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
MODO DE USAR
o cloridrato de remifentanila deve ser utilizado somente por via intravenosa, ou seja, no interior de uma veia.
O médico não deve administrar cloridrato de remifentanila por via epidural, um tipo de anestesia em que a injeção é
aplicada nas costas e serve principalmente para aliviar as dores do parto. Também não deve ser usado por via intratecal,
isto é, injetado no espaço compreendido entre as membranas que revestem o cérebro, o chamado espaço subaracnoide.
O cloridrato de remifentanila sempre deve ser utilizado no ambiente hospitalar e por um profissional habilitado, que tenha
treinamento adequado para usar o medicamento e controlar os efeitos adversos que podem manifestar-se. O médico deve
utilizá-lo somente com equipamentos capazes de monitorar e manter as funções do seu organismo, como as respiratórias
e as relacionadas ao coração.
INSTRUÇÕES DE USO
O cloridrato de remifentanila permanece estável por 24 horas, em temperatura ambiente (entre 15° e 30ºC), após a
reconstituição e a posterior diluição entre 20 e 250 μg/mL (50 μg/mL é a diluição adequada para adultos e 20-25 μg/mL
para crianças maiores de 1 ano de idade). Recomenda-se uma das seguintes soluções para administração intravenosa:
- água estéril para injeção;
- solução de glicose a 5%;
- solução glicofisiológica a 5% (solução de glicose a 5% e de cloreto de sódio a 0,9%);
- solução fisiológica (solução de cloreto de sódio a 0,9%);
- solução de cloreto de sódio a 0,45%.
O cloridrato de remifentanila só deve ser administrado com as soluções para infusão indicadas acima.
O cloridrato de remifentanila demonstrou ser compatível com os seguintes fluidos intravenosos quando administrado
em infusão contínua IV concomitante:
- Ringer lactato;
- Ringer lactato com glicose a 5%.
O cloridrato de remifentanila demonstrou também compatibilidade com o propofol quando ambos são administrados em
infusão contínua intravenosa concomitante.
O cloridrato de remifentanila não deve ser misturado a outros medicamentos antes da administração.
As tabelas seguintes fornecem instruções sobre as velocidades de infusão de cloridrato de remifentanila.
-- 5 of 18 --
Tabela 1. Velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila injetável (mL/kg/h)
Velocidade de
distribuição do
medicamento
(μg/kg/min)
Velocidade de distribuição da infusão (mL/kg/h) em soluções com concentrações
de:
20 μg/mL
1 mg/50 mL
25 μg/mL
1 mg/40 mL
50 μg/mL
1 mg/20 mL
250 μg/mL
10 mg/40 mL
0,0125 0,038 0,03 0,015 Não recomendável
0,025 0,075 0,06 0,03 Não recomendável
0,05 0,15 0,12 0,06 0,012
0,075 0,23 0,18 0,09 0,018
0,1 0,3 0,24 0,12 0,024
0,15 0,45 0,36 0,18 0,036
0,2 0,6 0,48 0,24 0,048
0,25 0,75 0,6 0,3 0,06
0,5 1,5 1,2 0,6 0,12
0,75 2,25 1,8 0,9 0,18
1,0 3,0 2,4 1,2 0,24
1,25 3,75 3,0 1,5 0,3
1,5 4,5 3,6 1,8 0,36
1,75 5,25 4,2 2,1 0,42
2,0 6,0 4,8 2,4 0,48
Tabela 2. Velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila injetável (mL/h) em uma solução de 20 μg/mL
Velocidade
de infusão
(μg/kg/min)
Peso do paciente (kg)
5 10 20 30 40 50 60
0,0125 0,188 0,375 0,75 1,125 1,5 1,875 2,25
0,025 0,375 0,75 1,5 2,25 3,0 3,75 4,5
0,05 0,75 1,5 3,0 4,5 6,0 7,5 9,0
0,075 1,125 2,25 4,5 6,75 9,0 11,25 13,5
0,1 1,5 3,0 6,0 9,0 12,0 15,0 18,0
0,15 2,25 4,5 9,0 13,5 18,0 22,5 27,0
0,2 3,0 6,0 12,0 18,0 24,0 30,0 36,0
0,25 3,75 7,5 15,0 22,5 30,0 37,5 45,0
0,3 4,5 9,0 18,0 27,0 36,0 45,0 54,0
0,35 5,25 10,5 21,0 31,5 42,0 52,5 63,0
0,4 6,0 12,0 24,0 36,0 48,0 60,0 72,0
Tabela 3. Velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila injetável (mL/h) em uma solução de 25 μg/mL
Velocidade
de infusão
(μg/kg/min
)
Peso do paciente (kg)
10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
0,0125 0,3 0,6 0,9 1,2 1,5 1,8 2,1 2,4 2,7 3,0
0,025 0,6 1,2 1,8 2,4 3,0 3,6 4,2 4,8 5,4 6,0
0,05 1,2 2,4 3,6 4,8 6,0 7,2 8,4 9,6 10,8 12,0
0,075 1,8 3,6 5,4 7,2 9,0 10,8 12,6 14,4 16,2 18,0
0,1 2,4 4,8 7,2 9,6 12,0 14,4 16,8 19,2 21,6 24,0
0,15 3,6 7,2 10,8 14,4 18,0 21,6 25,2 28,8 32,4 36,0
0,2 4,8 9,6 14,4 19,2 24,0 28,8 33,6 38,4 43,2 48,0
-- 6 of 18 --
Tabela 4. Velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila injetável (mL/h) em uma solução de 50 μg/mL
Velocidade
de infusão
(μg/kg/min)
Peso do paciente (kg)
30 40 50 60 70 80 90 100
0,025 0,9 1,2 1,5 1,8 2,1 2,4 2,7 3,0
0,05 1,8 2,4 3,0 3,6 4,2 4,8 5,4 6,0
0,075 2,7 3,6 4,5 5,4 6,3 7,2 8,1 9,0
0,1 3,6 4,8 6,0 7,2 8,4 9,6 10,8 12,0
0,15 5,4 7,2 9,0 10,8 12,6 14,4 16,2 18,0
0,2 7,2 9,6 12,0 14,4 16,8 19,2 21,6 24,0
0,25 9,0 12,0 15,0 18,0 21,0 24,0 27,0 30,0
0,5 18,0 24,0 30,0 36,0 42,0 48,0 54,0 60,0
0,75 27,0 36,0 45,0 54,0 63,0 72,0 81,0 90,0
1,0 36,0 48,0 60,0 72,0 84,0 96,0 108,0 120,0
1,25 45,0 60,0 75,0 90,0 105,0 120,0 135,0 150,0
1,5 54,0 72,0 90,0 108,0 126,0 144,0 162,0 180,0
1,75 63,0 84,0 105,0 126,0 147,0 168,0 189,0 210,0
2,0 72,0 96,0 120,0 144,0 168,0 192,0 216,0 240,0
Tabela 5. Velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila injetável (mL/h) em uma solução de 250 μg/mL
Velocidade
de infusão
(μg/kg/min)
Peso do paciente (kg)
30 40 50 60 70 80 90 100
0,1 0,72 0,96 1,20 1,44 1,68 1,92 2,16 2,40
0,15 1,08 1,44 1,80 2,16 2,52 2,88 3,24 3,60
0,2 1,44 1,92 2,40 2,88 3,36 3,84 4,32 4,80
0,25 1,80 2,40 3,00 3,60 4,20 4,80 5,40 6,00
0,5 3,60 4,80 6,00 7,20 8,40 9,60 10,80 12,00
0,75 5,40 7,20 9,00 10,80 12,60 14,40 16,20 18,00
1,0 7,20 9,60 12,00 14,40 16,80 19,20 21,60 24,00
1,25 9,00 12,00 15,00 18,00 21,00 24,00 27,00 30,00
1,5 10,80 14,40 18,00 21,60 25,20 28,80 32,40 36,00
1,75 12,60 16,80 21,00 25,20 29,40 33,60 37,80 42,00
2,0 14,40 19,20 24,00 28,80 33,60 38,40 43,20 48,00
POSOLOGIA
A dosagem de cloridrato de remifentanila depende da cirurgia que será realizada. O médico saberá utilizar a dose
adequada.
ANESTESIA GERAL
Adultos
A tabela seguinte resume a velocidade de infusão inicial e a dosagem.
Orientação de dosagem para adultos
Indicação
Bolus de infusão de
cloridrato de
remifentanila (μg/kg)
Infusão contínua de cloridrato de remifentanila
(μg/kg/min)
Velocidade inicial Limites
Indução da anestesia em
pacientes ventilados
1
(aplicar em no mínimo
30 segundos)
0,5 a 1 -
Manutenção da anestesia em pacientes ventilados
Óxido nitroso (66%) 0,5 a 1 0,4 0,1 a 2
Isoflurano (dose inicial
de 0,5 CAM*)
0,5 a 1 0,25 0,05 a 2
Propofol (dose inicial de
100 μg/kg/min)
0,5 a 1 0,25 0,05 a 2
-- 7 of 18 --
Anestesia com respiração
espontânea
Não recomendável 0,04 0,025 a 0,1
Continuação da analgesia
no pós-operatório
imediato
Não recomendável 0,1 0,025 a 0,2
* CAM = concentração alveolar mínima.
O tempo de administração de cloridrato de remifentanila em bolus na indução da anestesia não deve ser menor que 30
segundos.
Nas doses recomendadas, a remifentanila reduz significativamente a quantidade de hipnótico necessária para manter a
anestesia. Portanto, o médico deve administrar o isoflurano e o propofol como descrito acima para evitar anestesia
excessivamente profunda (vide “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”). Não há dados disponíveis sobre
as dosagens recomendáveis para uso simultâneo de outros hipnóticos e de remifentanila.
Indução da anestesia
O médico deve administrar cloridrato de remifentanila com um agente hipnótico, como propofol, tiopental ou isoflurano,
na indução da anestesia. A velocidade de infusão pode ser de 0,5 a 1 μg/kg/min, com ou sem bolus de infusão inicial de
1 μg/kg, por no mínimo 30 segundos. Se o médico previr que a intubação endotraqueal (introdução de tubo na traqueia)
vá ultrapassar de 8 e 10 minutos após o início da infusão de cloridrato de remifentanila, então a infusão em bolus não será
necessária.
Manutenção da anestesia
Após a intubação endotraqueal, o médico deve diminuir a velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila de acordo
com a técnica anestésica, como foi indicado na tabela acima. Devido ao início rápido e à curta duração da ação de
cloridrato de remifentanila, o médico pode ajustar a velocidade de administração durante a anestesia em incrementos de
25% a 100% ou diminuições de 25% a 50%, a cada 2 a 5 minutos, para obter o nível desejável de resposta μ-opioide. Em
resposta à anestesia leve, infusões suplementares na forma de bolus podem ser administradas a cada 2 a 5 minutos.
Anestesia de pacientes que respiram sem ajuda de aparelhos e com via aérea protegida (por máscara laríngea, por
exemplo)
Os pacientes anestesiados que respiram sem ajuda de aparelhos e com via aérea protegida podem ter depressão
respiratória. Se isso ocorrer, o médico deve ter cuidado especial para ajustar a dose às necessidades do paciente, e talvez
seja preciso auxiliar a respiração por meio de aparelho. A taxa de infusão inicial recomendável para analgesia suplementar
de pacientes anestesiados que respiram espontaneamente é de 0,04 μg/kg/min, e o médico deve ajustá-la até obter o efeito
desejado. Uma variação de velocidades de infusão de 0,025 a 0,1 μg/kg/min tem sido estudada. Não se recomenda a
administração em bolus em pacientes anestesiados que respiram sem ajuda de aparelhos.
Continuação até o período pós-operatório imediato
Caso o médico não inicie a analgesia de longa duração antes do final da cirurgia, pode ser necessária a administração de
cloridrato de remifentanila para mantê-la durante o período pós-operatório imediato até que o analgésico de longa duração
atinja o efeito máximo.
Os pacientes ventilados mecanicamente (ou seja, que respiram com ajuda de aparelhos), o médico deve ajustar a
velocidade de infusão até atingir o efeito desejado.
Nos pacientes que respiram de forma espontânea, o médico deve diminuir a velocidade de infusão de cloridrato de
remifentanila, inicialmente, para 0,1 μg/kg/min. A velocidade de infusão pode então ser aumentada ou diminuída, no
máximo em 0,025 μg/kg/min, a cada 5 minutos, para ajustar o nível de analgesia ou a frequência respiratória do paciente.
O cloridrato de remifentanila deverá ser administrado apenas em ambientes completamente equipados para
monitoramento e suporte das funções respiratórias e cardiovasculares, sob restrita supervisão de profissionais
especificamente treinados no reconhecimento e no controle dos efeitos adversos esperados dos opioides potentes.
Não se recomenda o uso de injeções em bolus de cloridrato de remifentanila para tratar a dor, durante o período pós-
operatório, de pacientes que respiram espontaneamente.
-- 8 of 18 --
Medicação simultânea
O cloridrato de remifentanila diminui as quantidades de anestésicos inalatórios, hipnóticos ou benzodiazepínicos
necessárias para promover a anestesia (vide “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”, o item “Interações
Medicamentosas”).
As doses de alguns agentes utilizados em anestesia, como isoflurano, tiopental, propofol e temazepam, atingiram redução
de 75% quando usadas com a remifentanila.
Descontinuação
Devido à cessação rápida da ação de cloridrato de remifentanila, não haverá nenhuma atividade opiácea residual de 5 a
10 minutos após a sua descontinuação (suspensão). Se você for submetido a procedimentos cirúrgicos nos quais se espera
a ocorrência de dor pós-operatória, seu médico deverá administrar-lhe analgésicos antes ou imediatamente após a
descontinuação de cloridrato de remifentanila. Será preciso esperar o tempo necessário para que os analgésicos de longa
duração atinjam o efeito máximo. O médico deve escolher o analgésico de acordo com o procedimento cirúrgico e o nível
de cuidados pós-operatórios.
Crianças (de 1 a 12 anos de idade)
Indução da anestesia
Não existem dados suficientes para fazer recomendações de dosagem.
Manutenção da anestesia
Orientação de dosagem para manutenção de anestesia em pacientes pediátricos (1-12 anos de idade)
Agente anestésico
concomitante
Bolus de infusão de
cloridrato de
remifentanila (μg/kg)
Infusão contínua de cloridrato de remifentanila
(μg/kg/min)
Velocidade inicial Velocidade de
manutenção típica
Óxido nitroso (70%) 1 0,4 0,4 a 3
Halotano (dose inicial de
0,3 CAM)
1 0,25 0,05 a 1,3
Sevoflurano (dose inicial
de 0,3 CAM)
1 0,25 0,05 a 0,9
Isoflurano (dose inicial
de 0,5 CAM)
1 0,25 0,06 a 0,9
Quando o médico administrar cloridrato de remifentanila em bolus, a infusão deve ser, no mínimo, de 30 segundos. Caso
não tenha administrado uma dose simultânea em bolus, ele só deve começar a cirurgia pelo menos 5 minutos após o início
da infusão de cloridrato de remifentanila. Os pacientes pediátricos precisam ser monitorados e a dose ajustada para a
profundidade de analgesia apropriada ao procedimento cirúrgico.
Medicação simultânea
Nas doses recomendadas acima, a remifentanila reduz significativamente a quantidade de hipnótico necessária para
manter a anestesia. Portanto, o médico deve administrar o isoflurano, o halotano e o sevoflurano de acordo com as
instruções constantes da tabela acima para evitar anestesia excessivamente profunda. Não há dados disponíveis sobre
dosagens recomendáveis para uso simultâneo de outros hipnóticos e da remifentanila (vide “Posologia”, nesta seção).
Descontinuação
Após a descontinuação da infusão, a finalização do efeito analgésico de cloridrato de remifentanila é rápida e similar à
dos pacientes adultos. O médico deve prever a necessidade e efetuar a administração de analgésicos apropriados para o
período pós-operatório (vide “Posologia”, nesta seção).
Neonatos (bebês de até 28 dias) e crianças (menores de 1 ano)
O perfil farmacocinético da remifentanila em neonatos e crianças menores de 1 ano de idade é comparável ao dos
pacientes adultos após as correções das diferenças de peso corporal. Entretanto, não existem dados clínicos suficientes
para estabelecer dosagens adequadas para essa faixa etária.
-- 9 of 18 --
ANESTESIA CARDÍACA
Adultos
Orientação de dosagem para anestesia cardíaca
Indicação Bolus de infusão de
cloridrato de
remifentanila (μg/kg)
Infusão contínua de cloridrato de remifentanila
(μg/kg/min)
Velocidade inicial Velocidade de infusão
típica
Intubação Não recomendável 1 -
Manutenção da anestesia
Isoflurano (dose inicial
de 0,4 CAM)
0,5 a 1 1 0,003 a 4
Propofol (dose inicial de
50 μg/kg/min)
0,5 a 1 1 0,01 a 4,3
Continuação da analgesia
pós-operatória antes da
extubação
Não recomendável 1 0 a 1
Indução da anestesia
Após a administração do hipnótico até o começo da perda da consciência, o médico deve administrar cloridrato de
remifentanila em velocidade inicial de infusão de 1 μg/kg/min. Não se recomenda a administração em bolus de cloridrato
de remifentanila durante a indução, em cirurgia cardíaca. A intubação endotraqueal só deve ser feita 5 minutos após o
início da infusão.
Manutenção da anestesia
Após a intubação endotraqueal, o médico deve ajustar a velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila de acordo
com a condição do paciente. Doses suplementares em bolus também podem ser administradas conforme a necessidade.
Para pacientes cardíacos de alto risco, como os que apresentam função ventricular deficiente, dose máxima em bolus é de
0,5 μg/kg. Essas recomendações de dosagem também se aplicam durante a permanência na circulação extracorpórea
(máquina que mantém a circulação do sangue enquanto o coração está parado).
Medicação simultânea
Nas doses recomendadas acima, a remifentanila reduz significativamente a quantidade de hipnótico necessária para
manter a anestesia. Portanto, o médico deve administrar o isoflurano e o propofol conforme instruções constantes da
tabela acima para evitar anestesia excessivamente profunda. Não há dados disponíveis sobre dosagens recomendadas para
uso simultâneo de outros hipnóticos e da remifentanila (vide “Posologia”, nesta seção).
Manutenção da analgesia pós-operatória antes da extubação (retirada do tubo localizado na traqueia e que auxilia
a respiração durante a cirurgia)
Recomenda-se que a infusão de cloridrato de remifentanila se mantenha no nível final intraoperatório durante a
transferência do paciente para a área de recuperação pós-anestésica. Quando o paciente chegar a essa área, o médico deve
fazer monitoramento cuidadoso do nível de analgesia e de sedação, assim como ajustar a velocidade de infusão às
necessidades particulares do paciente.
Descontinuação
Antes da descontinuação de cloridrato de remifentanila, o médico deve administrar agentes sedativos e analgésicos
alternativos com antecedência suficiente. A escolha e a dose do analgésico devem adequar-se ao nível de cuidados pós-
operatórios requeridos pelo paciente (vide “Posologia”, nesta seção).
Recomenda-se que o médico descontinue a infusão de remifentanila reduzindo a velocidade em 25%, a intervalos de pelo
menos 10 minutos, até interrupção da infusão. Durante a retirada do ventilador mecânico, o médico não deve aumentar a
infusão de cloridrato de remifentanila fazendo apenas ajustes de diminuição e suplementando o procedimento com
analgésicos alternativos conforme a necessidade.
Recomenda-se que alterações hemodinâmicas, como hipertensão e taquicardia, sejam tratadas com agentes alternativos
apropriados.
-- 10 of 18 --
Crianças
Não existem dados suficientes para recomendar o uso de cloridrato de remifentanila durante cirurgias cardíacas
pediátricas.
USO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
A infusão de cloridrato de remifentanila por infusão alvo controlada - IAC (TCI, ou target controlled infusion) não foi
estudada em pacientes sob terapia intensiva.
Adultos
O cloridrato de remifentanila pode ser usado inicialmente como medicamento único para promover analgesia e sedação
em pacientes mecanicamente ventilados (que respiram através de aparelhos) internados em unidade de terapia intensiva
(UTI).
Recomenda-se que a administração de cloridrato de remifentanila seja iniciada na velocidade de infusão de 0,1 a 0,15
μg/kg/min. Essa velocidade deve ser ajustada em incrementos de 0,025 μg/kg/min até atingir o nível ideal de analgesia e
sedação. O médico deve manter um intervalo mínimo de 5 minutos entre os ajustes de dose. O nível de analgesia e sedação
deve ser cuidadosamente monitorado e reavaliado com regularidade, ajustando-se adequadamente a velocidade de infusão
de cloridrato de remifentanila. Se o nível de sedação desejável não for alcançado com a velocidade de infusão de 0,2
μg/kg/min, recomenda-se a administração de um agente sedativo apropriado. O médico deve ajustar a dose do agente
sedativo até obter o nível ideal de sedação. Pode-se efetuar aumentos posteriores da velocidade de infusão de cloridrato
de remifentanila em incrementos de 0,025 μg/kg/min caso seja necessária a analgesia adicional.
O cloridrato de remifentanila tem sido estudado em pacientes de UTI durante pesquisas clínicas bem controladas por até
três dias. Os dados adicionais de estudos clínicos feitos durante períodos mais longos são limitados.
A tabela abaixo resume a velocidade de infusão inicial e a faixa típica de dosagens de analgesia e sedação para cada
paciente.
Orientação de dosagem para pacientes sob terapia intensiva
Infusão contínua (μg/kg/min)
Velocidade inicial
0,1 a 0,15
Faixa
0,006 a 0,74
Não se recomenda a administração de dose de cloridrato de remifentanila em bolus nas unidades de terapia intensiva.
O uso de cloridrato de remifentanila irá reduzir a necessidade de administração simultânea de qualquer outro agente
sedativo. As dosagens iniciais típicas de agentes sedativos, se necessário, são dadas abaixo.
Dosagem inicial recomendada de agentes sedativos (se necessários)
Agente sedativo Bolus (mg/kg) Infusão (mg/kg/h)
Propofol Até 0,5 0,5
Midazolam Até 0,03 0,03
A fim de permitir o ajuste individual dos respectivos agentes, agentes sedativos não devem ser preparados como uma
mistura única na mesma bolsa de infusão.
Analgesia adicional de pacientes ventilados submetidos a procedimentos estimulantes
Pode ser necessário aumentar a velocidade de infusão preestabelecida de cloridrato de remifentanila para controlar a dor
de pacientes em ventilação mecânica submetidos a procedimentos estimulantes e/ou dolorosos, como sucção
endotraqueal, troca de curativo e fisioterapia. Recomenda-se manter velocidade de infusão de cloridrato de remifentanila
de no mínimo 0,1 μg/kg/min por pelo menos 5 minutos antes do início do procedimento estimulante. O médico deve fazer
ajustes de dose posteriores, a cada 2 a 5 minutos e em incrementos de 25% a 50%, em antecipação ou em resposta à
necessidade de analgesia adicional. Para fornecer maior anestesia durante os procedimentos estimulantes, tem-se usado a
velocidade de infusão média de 0,25 μg/kg/min e máxima de 0,75 μg/kg/min.
Descontinuação
Antes da descontinuação de cloridrato de remifentanila, o médico deve administrar agentes sedativos e analgésicos
alternativos com antecedência suficiente. A escolha do agente apropriado e das doses deve ser feita antecipadamente.
-- 11 of 18 --
Após a administração de cloridrato de remifentanila, a possibilidade de hiperalgesia e alterações hemodinâmicas
associadas deve ser considerada quando utilizado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (vide “4. O que devo saber
antes de usar este medicamento?”).
Para assegurar um despertar suave após tratamento com cloridrato de remifentanila, recomenda-se o ajuste da velocidade
de infusão em estágios de 0,1 μg/kg/min, por até 1 hora, antes da extubação.
Após a retirada do tubo da traqueia, o médico deve reduzir a velocidade de infusão em decréscimos de 25%, a intervalos
de no mínimo 10 minutos, até descontinuar a infusão. Durante a retirada do ventilador mecânico, não se deve aumentar a
infusão de cloridrato de remifentanila, fazendo-se somente ajustes de diminuição, suplementados com analgésicos
alternativos, conforme a necessidade.
Crianças
Não existem dados disponíveis sobre o uso de cloridrato de remifentanila em pacientes pediátricos internados em UTI.
Pacientes com insuficiência renal
Não é necessário ajustes das doses recomendadas acima em pacientes com insuficiência renal, incluindo aqueles em
terapia renal substitutiva, internados em UTI.
Administração por infusão alvo-controlada
Não existem estudos específicos para pacientes em UTI.
POPULAÇÕES ESPECIAIS
Pacientes idosos (acima de 65 anos)
Anestesia geral
A dose inicial de remifentanila administrada a pacientes maiores de 65 anos de idade deve conter a metade da
recomendada a adultos, sendo depois ajustada às necessidades do paciente, uma vez que há aumento de sensibilidade aos
efeitos farmacológicos do medicamento entre os idosos. Esse ajuste de dosagem se aplica a todas as fases da anestesia,
inclusive indução, manutenção e analgesia pós-operatória.
Anestesia cardíaca
Não é necessária a redução da dose inicial.
Administração por infusão controlada manualmente em Unidade de terapia intensiva
Não é necessária a redução da dose inicial (vide “Posologia”, nesta seção).
Pacientes obesos
Recomenda-se a redução da dose de cloridrato de remifentanila para pacientes obesos com base no peso corporal ideal,
pois a depuração (capacidade de eliminação do medicamento pelo organismo) e o volume de distribuição da remifentanila
estão mais bem correlacionados com o peso corporal ideal do que com o peso corporal real nessa população.
Pacientes com insuficiência renal
Não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência renal (mau funcionamento do rim), uma vez que o perfil
farmacocinético da remifentanila permanece inalterado nessa população.
Pacientes com insuficiência hepática
Não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática (mau funcionamento do fígado), uma vez que
o perfil farmacocinético da remifentanila permanece inalterado nessa população. Entretanto, os pacientes com
insuficiência severa podem ser levemente mais sensíveis ao efeito depressor do sistema respiratório provocado pela
remifentanila. O médico deve monitorar cuidadosamente esses pacientes, ajustando a dose do medicamento às
necessidades deles.
Pacientes submetidos a neurocirurgia
As experiências clínicas com pacientes submetidos a neurocirurgia, embora limitadas, mostraram que não são necessárias
dosagens especiais.
-- 12 of 18 --
Pacientes grau ASA III/IV
Anestesia geral
Uma vez que se espera que os efeitos hemodinâmicos dos opioides potentes sejam mais pronunciados nos pacientes
classificados pelos critérios da Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA, na sigla em inglês) como de grau III
(com doença sistêmica grave) ou IV (doença sistêmica grave com constante risco de morte), o médico deve ter cautela na
administração de cloridrato de remifentanila nessa população.
Recomenda-se a redução da dosagem inicial e ajuste de acordo com o efeito.
Anestesia cardíaca
Não é necessária a redução da dose inicial (vide “Posologia”, nesta seção).
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As reações adversas mais frequentemente observadas com o uso de cloridrato de remifentanila são a continuação dos
efeitos farmacológicos característicos dos medicamentos dessa classe.
Essas reações adversas são revertidas minutos após a interrupção ou a diminuição da velocidade de administração de
cloridrato de remifentanila.
Os eventos adversos abaixo são listados de acordo com a frequência e a classe do sistema órgão (SOC). As frequências
são definidas como:
Muito comum (> 1/10), Comum > 1/100 e < 1/10), Incomum > 1/1.000 e < 1/100), Rara (> 1/10.000 e <
1.000), Muito rara (<1/10.000) e Desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
Classe de sistema de
Órgão (SOC)
Reação Adversa Frequência
Distúrbios do sistema
nervoso
Enrijecimento muscular Muito comum
Sedação (durante período de
recuperação pós-anestesia geral).
Rara
Distúrbios cardíacos Bradicardia Comum
Distúrbios vasculares Hipotensão Muito comum
Hipertensão pós-operatória Comum
Distúrbios respiratórios
torácicos e do mediastino
Depressão respiratória aguda e
apneia
Comum
Hipóxia Incomum
Distúrbios gastrointestinais Náusea e vômito Muito comum
Constipação Incomum
Distúrbios dos tecidos
cutâneos e subcutâneos
Prurido Comum
Distúrbios gerais e quadros
clínicos no local de
administração
Tremores no período pós-operatório Comum
Dores no período pós-operatório Incomum
-- 13 of 18 --
Dados do período pós-comercialização
Os eventos adversos e frequências listadas abaixo foram determinados a partir de notificações recebidas durante a pós-
comercialização:
Classe de sistema de
Órgão (SOC)
Reação Adversa Frequência
Distúrbios do sistema
imunitário
Reações alérgicas, incluindo
anafilaxia foram relatadas em
pacientes recebendo remifentanila
em associação a um ou mais agentes
anestésicos
Rara
Choque anafilático Desconhecida
Distúrbios cardíacos Parada cardíaca/assistolia
geralmente precedida de
bradicardia foi relatada em
pacientes recebendo remifentanila
em associação a um ou mais
agentes anestésicos
Rara
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Devido à ação muito curta de cloridrato de remifentanila, o potencial de efeitos nocivos no caso de superdosagem está
limitado ao período imediatamente posterior à administração do medicamento. Com a interrupção da administração, o
retorno à condição normal é rápido (10 minutos).
No caso de superdosagem ou suspeita de superdosagem, o médico deve conduzir os procedimentos necessários para o
tratamento do caso. Ele deve tomar as seguintes medidas: interromper a administração de cloridrato de remifentanila,
manter as vias respiratórias desobstruídas, iniciar ventilação assistida ou controlada com oxigênio e manter as funções
relacionadas ao coração em níveis adequados. Se houver comprometimento da respiração associado com enrijecimento
muscular, o médico poderá aplicar um bloqueador neuromuscular para facilitar a respiração assistida (por uso de
aparelhos) ou controlada. Se ocorrer pressão arterial baixa, outros medicamentos e medidas apropriadas podem ser
utilizados no tratamento.
É possível administrar, por via intravenosa (na veia), um medicamento da classe dos antagonistas opioides, como a
naloxona, como antídoto específico no controle da depressão respiratória grave e do enrijecimento muscular. O médico
saberá indicar o tratamento adequado para cada caso.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III - DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0298.0414
Farmacêutico Responsável: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº 10.446
Registrado e Produzido por:
CRISTÁLIA – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 - Itapira - SP
CNPJ nº 44.734.671/0001-51
-- 14 of 18 --
Indústria Brasileira
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18
USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE
ATENÇÃO: PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM NOTIFICAÇÃO DE RECEITA “A”.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 23/12/2025.
R_0414_04-1
-- 15 of 18 --
Anexo B
Histórico de alteração da bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
Expediente N° Expediente Assunto Data do
Expediente
N°
Expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula
Versões
(VP /
VPS)
Apresentações
relacionadas
23/03/2026 ------
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------
Alteração de Texto de Bula para
harmonização ao novo marco de
rotulagem onde foram realizados
adequação de texto conforme disposto na
RDC nº 768/22, bem como a inclusão de
frases de alerta em atendimento à RDC
770/22 e IN nº 200/22.
VPS
3.Quando não devo usar este
medicamento?
4.O que devo saber antes de usar este
medicamento?
6.Como devo usar este medicamento?
8.quais os males que este medicamento
pode me causar?
III - Dizeres legais
VP
4.Contraindicações
5.Advertências e precauções
8.Posologia e modo de usar
III - Dizeres legais
VP/ VPS
2 mg e 5 mg,
Pó liofilizado para solução
injetável
14/11/2023 1255553/23-5
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------
VPS
9. Reações adversas
VP
8. Quais os males que este medicamento
pode me causar?
VP/ VPS
2 mg e 5 mg,
Pó liofilizado para solução
injetável
-- 16 of 18 --
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
Expediente N° Expediente Assunto Data do
Expediente
N°
Expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula
Versões
(VP /
VPS)
Apresentações
relacionadas
01/12/2022 5014700225
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------
VPS
5. Advertências e precauções
8. Posologia e modo de usar
VP
4. O que devo saber antes de usar este
medicamento?
VP/ VPS
2 mg e 5 mg,
Pó liófilo para solução
injetável
1305/2022 2722460220
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------
VP:
3. Quando não devo usar este
medicamento?
4. O que devo saber antes de usar este
medicamento?
6. Como devo usar este medicamento?
8. Quais os males que este medicamento
pode me causar?
9. O que fazer se alguém usar uma
quantidade maior do que a indicada deste
medicamento?
VPS
3. Características farmacológicas
4. Contraindicações
5. Advertências e precauções
6. Interações medicamentosas
8. Posologia e modo de usar
9. Reações adversas
10. Superdose
Itens alterados para adequação à Bula
Padrão de ULTIVA (Aspen), publicada no
Bulário Eletrônico da Anvisa em
04/02/2022.
VP/VPS
2 mg e 5 mg,
Pó liófilo para solução
injetável
11/02/2020 0427881/20-0
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------ Correção ortográfica VP
2 mg e 5 mg,
Pó liófilo para solução
injetável
-- 17 of 18 --
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
Expediente N° Expediente Assunto Data do
Expediente
N°
Expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula
Versões
(VP /
VPS)
Apresentações
relacionadas
23/07/2019 0643387/19-1
10452 - GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de Texto de
Bula - RDC 60/12
------ ------ ------ ------
I – Identificação do medicamento
III - Dizeres Legais VP
2 mg e 5 mg,
Pó liófilo para solução
injetável
04/05/2015 0385635/15-6
10459 – GENÉRICO –
Inclusão Inicial de
Texto de Bula – RDC
60/12
------ ------ ------ ------
Adequação à Bula Padrão do medicamento
referência ULTIVA ® (GlaxoSmithKline),
publicada no Bulário Eletrônico da Anvisa
em 14/11/2014, e conforme RDC 47/09.
VP/VPS
2 mg e 5 mg,
Pó liofilizado injetável
-- 18 of 18 --
Avaliações
Avaliações de clientes
Nada por aqui… ainda
Este produto ainda não possui nenhuma avaliação. Comece a comprar e avalie nossos produtos!
Fazer loginAvaliações de Clientes
Especificações
| Código do Produto | 7896676419979 |
|---|---|
| Marca | LABORATORIO CRISTALIA |
| Código de Barras | 7896676419979 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE REMIFENTANILA |
| Registro MS | 1029804140026 |
| Dosagem | 2 MG |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC) |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico |
| Via de administração | ENDOVENOSA/INTRAVENOSA |
| Forma farmacêutica | Pó Liofilizado para Solução Injetável |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |