Fosfato Dissódico De Dexametasona 2 Mg/Ml Solução Injetável Im/Iv Caixa 50 Ampola De Vidro Transparente Com 1 Ml Farmace
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fosfato dissódico de dexametasona
FOSFATO DISSÓDICO DE DEXAMETASONA
O medicamento "fosfato dissódico de dexametasona" é indicado para tratar condições que exigem efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores, como insuficiência adrenocortical, choques, distúrbios reumáticos, doenças dermatológicas, oftalmopatias, doenças gastrintestinais, resp…
fosfato dissódico de dexametasona é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Sobre o produto
O medicamento "fosfato dissódico de dexametasona" é indicado para tratar condições que exigem efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores, como insuficiência adrenocortical, choques, distúrbios reumáticos, doenças dermatológicas, oftalmopatias, doenças gastrintestinais, respiratórias, hematológicas, neoplásicas, edema cerebral e complicações associadas à COVID-19 grave. Funciona como um corticosteroide potente, administrável por vias intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou tecidos moles, com início de ação entre 8 a 24 horas.
Especificações
| Código do Produto | 7898166040748 |
|---|---|
| Marca | FARMACE |
| Código de Barras | 7898166040748 |
| Princípio ativo | FOSFATO DISSÓDICO DE DEXAMETASONA |
| Registro MS | 1108500320028 |
| Tipo | Genérico |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico |
| Via de administração | INTRAMUSCULAR/INTRAVENOSO |
| Forma farmacêutica | SOLUÇÃO INJETÁVEL |
| Classe terapêutica | GLICOCORTICOIDES SISTEMICOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
fosfato dissódico de dexametasona
Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearense LTDA
Solução Injetável
2 mg/mL
4 mg/mL
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I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
fosfato dissódico de dexametasona
Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999
APRESENTAÇÕES
Solução injetável 2 mg/mL: Caixa com 50 ampolas de vidro transparente com 1 mL
Solução injetável 2 mg/mL: Caixa com 100 ampolas de vidro transparente com 1 mL
Solução injetável 4 mg/mL: Caixa com 100 ampolas de vidro transparente com 2,5 mL
USO INTRAVENOSO, INTRAMUSCULAR, INTRA-ARTICULAR, INTRALESIONAL OU NOS
TECIDOS MOLES
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO:
Cada ampola de 1 mL de fosfato dissódico de dexametasona injetável contém:
fosfato dissódico de dexametasona (equivalente a 2,0 mg de dexametasona ácido fosfórico) ................. 2,19 mg
Excipientes: citrato de sódio, edetato dissódico, metabissulfito de sódio, hidróxido de sódio, metilparabeno,
propilparabeno e água para injetáveis.
Cada ampola de 2,5 mL de fosfato dissódico de dexametasona injetável contém por mL:
fosfato dissódico de dexametasona (equivalente a 4,0 mg de dexametasona ácido fosfórico) ................. 4,37 mg
Excipientes: citrato de sódio, edetato dissódico, metabissulfito de sódio, hidróxido de sódio, metilparabeno,
propilparabeno e água para injetáveis.
II - INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Este medicamento é destinado ao tratamento de condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios (contra a
inflamação) e imunossupressores (diminuição da atividade de defesa do organismo) dos corticosteroides (classe
medicamentosa da dexametasona) são desejados, especialmente para tratamento intensivo durante períodos mais
curtos.
Indicações específicas:
A. Por injeção intravenosa ou intramuscular, quando não seja viável a terapia oral:
Insuficiência adrenocortical primária: fosfato dissódico de dexametasona injetável possui atividade
predominantemente glicocorticoide, com baixa atividade mineralocorticoide. Por isso, não constitui terapia
completa de substituição e seu uso deve ser suplementado com sal e/ou desoxicorticosterona. Quando assim
suplementado, fosfato dissódico de dexametasona injetável é indicado na deficiência de toda atividade
adrenocortical, como na insuficiência adrenocortical primária (doença de Addison) ou após adrenalectomia
bilateral, que requer substituição da atividade glicocorticoide e mineralocorticoide.
Insuficiência adrenocortical relativa: na insuficiência adrenocortical relativa, que pode ocorrer após a cessação
da terapia prolongada com doses supressivas de hormônios adrenocorticais, a secreção mineralocorticoide pode
estar inalterada. A substituição por hormônio que atue predominantemente como glicocorticoide pode ser
suficiente para restabelecer a função adrenocortical. Quando é imperativo instituir-se imediata proteção, fosfato
dissódico de dexametasona injetável pode ser eficaz dentro de minutos após a aplicação e constituir medida capaz
de salvar a vida.
Proteção pré e pós-operatória: pacientes submetidos à adrenalectomia bilateral ou hipofisectomia ou a qualquer
outro procedimento cirúrgico, em que a reserva adrenocortical for duvidosa e no choque pós-operatório refratário
à terapia convencional.
Tireoidite subaguda.
Choque: fosfato dissódico de dexametasona injetável é recomendado para o tratamento auxiliar do choque,
quando se necessitam altas doses (farmacológicas) de corticosteroides como, por exemplo, no choque grave de
origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica. O tratamento com fosfato dissódico de dexametasona injetável é
auxiliar e não substituto das medidas específicas ou de apoio que o paciente possa requerer.
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Distúrbios reumáticos: como terapia auxiliar na administração a curto prazo (durante episódio agudo ou
exacerbação) em espondilose pós-traumática, sinovite da espondilose, artrite reumatoide, incluindo artrite
reumatoide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de manutenção com baixas doses), bursite aguda e
subaguda, epicondilite (inflamação dos tendões do cotovelo), tenossinovite aguda inespecífica (inflamação do
líquido sinovial que fica entre as articulações e tendões), artrite gotosa aguda, artrite psoriática (inflamação das
articulações em pessoas com psoríase, uma doença crônica na pele) e espondilite anquilosante (doença
caracterizada pela inflamação da coluna vertebral e das grandes articulações, provocando rigidez e dor).
Doença do colágeno: durante exacerbação ou terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso
disseminado (sistêmico) e cardite reumática aguda não especificada.
Doenças dermatológicas: pênfigo não especificado (formação de bolhas na pele e mucosas), eritema polimorfo
grave (eritema multiforme), dermatite esfoliativa, dermatite herpetiforme bolhosa (doença caracterizada pelo
aparecimento de bolhas com sensação de queimação e coceira), dermatite seborreica grave não especificada
(doença da pele provocando vermelhidão, descamação oleosa e coceira), psoríase grave e micose fungoide.
Estados alérgicos: controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, intratáveis com tentativas adequadas
de tratamento convencional, asma brônquica, dermatite de contato não especificada (reação alérgica da pele pelo
contato de substâncias), dermatite atópica não especificada (inflamação crônica da pele), outras reações do soro
(reação alérgica tardia causando febre, coceira, entre outros sintomas), rinites alérgicas perenes (durante todo o
ano) ou sazonais (em épocas do ano), reações de hipersensibilidade (alergia) a drogas, reações urticariformes por
transfusão, edema da laringe não infeccioso agudo e choque anafilático não especificado (epinefrina é o
medicamento de primeira escolha).
Oftalmopatias (doenças dos olhos): graves processos alérgicos e inflamatórios, agudos e crônicos envolvendo
os olhos e seus anexos, tais como: conjuntivite alérgica (inflamação da conjuntiva, uma parte do olho), ceratite
não especificada (inflamação da córnea, uma parte do olho), úlceras de córnea marginais alérgicas, herpes- zóster
oftálmico, irite e iridociclite não especificada (inflamação da íris e do corpo ciliar, partes do olho), coriorretinite,
uveíte posterior (inflamação da úvea, uma parte do olho) e coroidite difusas, neurite óptica (inflamação de um
nervo do olho), oftalmia simpática (um tipo de inflamação dos olhos, geralmente após um trauma) e inflamação
do segmento anterior do olho.
Doenças gastrintestinais: para apoiar o tratamento durante o período crítico da doença em colite ulcerativa
(terapia sistêmica) e doença de Crohn [enterite regional] (terapia sistêmica).
Doenças respiratórias: sarcoidose não especificada do pulmão sintomática (aparição de pequenos nódulos
inflamatórios nos pulmões), eosinofilia pulmonar (aumento de um tipo de célula de defesa do organismo nos
pulmões), não classificada em outra parte (síndrome de Loeffler) não controlável por outros meios, beriliose
(inflamação nos pulmões causada pela inalação de poeira e gases de berílio), tuberculose pulmonar fulminante ou
disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada (tratamento para
tuberculose) e pneumonite devida a alimento ou vômito (inflamação dos pulmões causada pela aspiração de
alimentos e vômito).
Distúrbios hematológicos (doença no sangue): anemia hemolítica adquirida (autoimune), púrpura
trombocitopênica idiopática em adultos (doença do sangue caracterizada pela diminuição do número de plaquetas
podendo haver a formação de manchas roxas na pele) (administração somente intravenosa; é contraindicada a via
intramuscular), trombocitopenia secundária em adultos, aplasia pura da série vermelha, adquirida
[eritroblastopenia] (anemia por deficiência de hemácias) e anemia hipoplástica constitucional (eritroide).
Doenças neoplásicas: no tratamento paliativo de distúrbios do metabolismo do cálcio associada ao câncer,
leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.
Estados edematosos (com inchaço): para induzir diurese (urina) ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica
sem uremia, do tipo idiopático ou devido ao lúpus eritematoso.
Edema cerebral (inchaço no cérebro): fosfato dissódico de dexametasona injetável pode ser usado para tratar
pacientes com edema cerebral de várias causas: a) associado com tumores cerebrais primários ou metastáticos; b)
associado com neurocirurgia; c) associado com lesão craniana ou pseudotumor cerebral; d) associado com acidente
vascular cerebral (íctus cerebral), exceto hemorragia intracerebral. Também pode ser utilizado no pré-operatório
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de pacientes com hipertensão intracraniana (aumento da pressão cerebral) secundária a tumores cerebrais ou como
medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais inoperáveis ou recidivantes. O uso de fosfato dissódico
de dexametasona injetável no edema cerebral não constitui substituto de cuidadosa avaliação neurológica e
tratamento definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.
Várias: meningite tuberculosa (inflamação da membrana que reveste o cérebro causada pelo bacilo da tuberculose)
com bloqueio subaracnoide ou bloqueio iminente, quando simultaneamente acompanhado por adequada
quimioterapia antituberculosa, triquinose (doença causada pelo parasita Trichinella) com comprometimento
neurológico ou miocárdico.
Prova diagnóstica da hiperfunção adrenocortical
Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido: profilaxia pré-natal.
O uso de fosfato dissódico de dexametasona injetável em mães com alto risco de parto prematuro mostrou reduzir
a incidência da síndrome da angústia respiratória do recém-nascido.
B. Por injeção intra-articular ou nos tecidos moles: como terapia auxiliar para administração a curto prazo (para
apoio do paciente durante episódio agudo ou exacerbação) em sinovite da osteartrite, artrite reumatoide não
especificada, bursite aguda e subaguda, artrite gotosa aguda, epicondilite, tenossinovite aguda inespecífica,
osteoartrite pós-traumática.
C. Por injeção intralesional: cicatriz queloides, lesões inflamatórias localizadas hipertróficas, infiltradas de
líquen plano, psoríase vulgar em placas, granuloma anular (inflamação benigna na pele, caracterizada em geral
por lesões em forma de anel) e líquen simples crônico (neurodermatite), (doença na pele geralmente por causas
emocionais), lúpus eritematoso discoide, Necrobiosis lipoidica diabeticorum, alopecia areata (uma forma de perda
de cabelos/pelos em áreas do corpo, geralmente no couro cabeludo). Pode também ser útil em tumores císticos de
aponeurose (a aponeurose não tem origem muscular e funciona como um invólucro ao redor dos músculos) ou
tendão (gânglios).
D. Por injeção intravenosa: pacientes com COVID-19 grave (saturação de oxigênio <90% em ar ambiente, sinais
de pneumonia, sinais de desconforto respiratório grave) ou crítica (necessidade de tratamento de manutenção da
vida, síndrome do desconforto respiratório agudo, sepse, choque séptico).
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
fosfato dissódico de dexametasona injetável é um corticosteroide potente, altamente eficaz e versátil, que por ser
uma verdadeira solução, pode ser administrado pela via intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou
nos tecidos moles. Por isso é usado em condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios (contra a inflamação) e
imunossupressores (diminuição da atividade de defesa do organismo) dos corticosteroides (classe medicamentosa
da dexametasona) são desejados.
O tempo médio estimado para início da ação depois que você receber fosfato dissódico de dexametasona injetável
para o tratamento de reações alérgicas por via intramuscular, é de 8 a 24 horas.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
fosfato dissódico de dexametasona injetável está contraindicado em casos de infecções fúngicas sistêmicas
(infecções no organismo causadas por fungos), hipersensibilidade (alergia) ao medicamento e a administração de
vacina de vírus vivo (vide “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
fosfato dissódico de dexametasona injetável contém metabissulfito de sódio, um sulfito que pode provocar reações
alérgicas, inclusive sintomas de anafilaxia (reação alérgica) e episódios asmáticos com risco de vida ou menos
severos em alguns indivíduos suscetíveis. A prevalência global de sensibilidade a sulfitos na população em geral
é desconhecida e provavelmente baixa. A sensibilidade a sulfito é encontrada mais frequentemente em indivíduos
asmáticos do que nos não asmáticos.
Os corticosteroides podem exacerbar as infecções fúngicas (por fungos) sistêmicas e, portanto, não devem ser
usados na presença de tais infecções, a menos que sejam necessários para o controle de reações medicamentosas
devido à anfotericina B (medicamento usado para inibir o crescimento dos fungos). Além disso, foram reportados
casos nos quais, o uso concomitante de anfotericina B e hidrocortisona foi seguido de hipertrofia cardíaca (aumento
do coração) e insuficiência cardíaca congestiva (incapacidade do coração efetuar as suas funções de forma
adequada).
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Relatos da literatura sugerem uma aparente associação entre o uso de corticosteroides e ruptura da parede livre do
ventrículo esquerdo (parte do coração) após infarto recente do miocárdio; portanto, terapia com corticosteroides
deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes.
Doses médias e grandes de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal
e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis com os derivados sintéticos (dexametasona),
salvo quando se utilizam grandes doses. Pode ser necessária a restrição dietética de sal e suplementação de
potássio. Todos os corticosteroides aumentam a excreção (eliminação) de cálcio.
A insuficiência adrenocortical secundária induzida por drogas (diminuição na fabricação e secreção dos hormônios
adrenocorticais, em especial os glicocorticoides, causada por medicamentos) pode resultar da retirada muito rápida
de corticosteroide e pode ser minimizada pela redução posológica gradual. Este tipo de insuficiência relativa pode
persistir por meses após a cessação do tratamento. Por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante
esse período, deve-se reinstituir a terapia corticosteroide ou aumentar a posologia em uso. Dada a possibilidade de
prejudicar-se a secreção mineralocorticoide, deve-se administrar conjuntamente sal e/ou mineralocorticoide. Após
terapia prolongada, a retirada dos corticosteroides pode resultar em sintomas de síndrome da retirada de
corticosteroides, compreendendo febre, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações) e mal-estar. Isso
pode ocorrer mesmo em pacientes sem sinais de insuficiência suprarrenal (glândula responsável pela produção de
alguns hormônios).
A administração de vacinas com vírus vivos é contraindicada caso esteja recebendo doses imunossupressoras de
corticosteroides. Se forem administradas vacinas com vírus ou bactérias inativadas em indivíduos recebendo doses
imunossupressoras de corticosteroides, a resposta esperada de anticorpos séricos pode não ser obtida. Entretanto,
pode ser feito procedimento de imunização em pacientes que estejam recebendo corticosteroides como terapia de
substituição como, por exemplo, na doença de Addison (doença rara onde as glândulas adrenais não produzem
hormônio cortisol e, algumas vezes, a aldosterona, em quantidade suficiente).
O uso de fosfato dissódico de dexametasona injetável em altas dosagens ou por tempo prolongado pode causar
imunossupressão semelhante a outros corticosteroides.
O uso de fosfato dissódico de dexametasona injetável na tuberculose ativa deve restringir-se aos casos de doença
fulminante ou disseminada, em que se usa o corticosteroide para o controle da doença, em conjunção com o
tratamento antituberculoso adequado. Se houver indicação de corticosteroides em pacientes com tuberculose
latente ou reação à tuberculina, torna-se necessária estreita observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação
da moléstia. Durante tratamento prolongado com corticosteroide, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia.
Os esteroidais devem ser utilizados com cautela na colite ulcerativa inespecífica (inflamação dos intestinos com
formação de feridas), se houver probabilidade de iminente perfuração, abcessos ou outras infecções piogênicas
(com pus), diverticulite (inflamação de parte do intestino grosso), anastomose intestinal recente (ligação de partes
do intestino), úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal (dos rins), hipertensão (aumento da pressão
arterial), osteoporose e miastenia gravis (doença que acomete os nervos e músculos causando cansaço). Sinais de
irritação peritoneal, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de corticosteroides,
podem ser mínimos ou ausentes. Tem sido relatada embolia gordurosa (rompimento de vasos com mistura da
medula óssea com o sangue, obstruindo os vasos capilares) como possível complicação do hipercortisolismo. Nos
pacientes com hipotireoidismo (diminuição da função da tireoide) e nos cirróticos há maior efeito dos
corticosteroides. Em alguns pacientes os esteroides podem aumentar ou diminuir a motilidade (movimento) e o
número de espermatozoides. Os corticosteroides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções
podem aparecer durante o seu uso. Na malária cerebral, o uso de corticosteroides está associado com
prolongamento do coma e a maior incidência de pneumonia e hemorragia gastrintestinal. Os corticosteroides
podem ativar amebíase latente ou estrongiloidíase ou exacerbar a moléstia ativa. Portanto, é recomendado excluir
a amebíase latente ou ativa e a estrongiloidíase antes de iniciar a terapia com corticosteroide em qualquer paciente
sob o risco ou com sintomas sugestivos dessas condições.
O uso prolongado dos corticosteroides pode produzir catarata subcapsular posterior (opacidade na parte superior
do cristalino), glaucoma (aumento da pressão intraocular) com possível lesão do nervo óptico e estimular o
desenvolvimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus. Os corticosteroides devem ser
usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmico devido à possibilidade de perfuração corneana.
As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado com corticosteroides, devem ser cuidadosamente
observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento. A injeção intra-articular de corticosteroide pode
produzir efeitos sistêmicos e locais. Pronunciado aumento da dor acompanhado de tumefação (aumento do
volume) local, maior restrição do movimento articular, febre e mal-estar são sugestivos de artrite séptica. Se
ocorrer esta complicação e confirmar-se o diagnóstico de sépsis, deve-se instituir terapia antimicrobiana adequada.
Deve-se evitar a injeção local de esteroide em área infectada. É necessário o exame adequado de qualquer líquido
presente na articulação, a fim de se excluir processos sépticos. Frequentes injeções intra-articulares podem resultar
em dano para os tecidos articulares. Os corticosteroides não devem ser injetados em articulações instáveis. Você
será energicamente advertido sobre a importância de não usar demasiadamente as articulações sintomaticamente
beneficiadas enquanto o processo inflamatório permanecer ativo.
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Gravidez e lactação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.
Pelo fato de não terem sido realizados estudos de reprodução humana com corticosteroides, o uso destas
substâncias na gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com
os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de mães que receberam durante a gravidez
doses substanciais de corticosteroides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo
(menor funcionamento da glândula adrenal). Os corticosteroides aparecem no leite materno e podem inibir o
crescimento, interferir na produção endógena de corticosteroides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães que
tomam doses farmacológicas de corticosteroides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.
Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que
acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de
doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas:
Interação medicamento-medicamento:
- Gravidade maior:
Efeito da interação: redução da eficácia anti-tumor.
Medicamento: aldesleucina.
Efeito da interação: redução do limiar de convulsão.
Medicamento: bupropiona.
Efeito da interação: redução das concentrações plasmáticas do outro medicamento.
Medicamento: darunavir, dasatinibe, etaverina, fosamprenavir, imatinibe, ixabepilona, lapatinibe, nilotinibe,
praziquantel, quetiapina, romidepsina, sunitinibe, tensirolimo.
Efeito da interação: aumento do risco de infecção pelo microrganismo da vacina.
Medicamento: vacina de rotavírus vivo.
Efeito da interação: aumento do risco de desenvolver necrólise epidermoide bolhosa.
Medicamento: talidomida.
- Gravidade moderada:
Efeito da interação: aumento do risco de sangramento e/ou redução do efeito do outro medicamento.
Medicamento: acenocumarol, dicumarol, femprocumona, fluindiona, varfarina.
Efeito da interação: aumento do risco de ruptura de tendão.
Medicamento: alatrofloxacino, balofloxacino, cinoxacino, ciprofloxacino, clinafloxacino, enoxacino,
esparfloxacino, fleroxacino, flumequina, gemifloxacino, grepafloxacino, levofloxacino, lomefloxacino, mesilato
de trovafloxacino, moxifloxacino, norfloxacino, ofloxacino, pefloxacino, prulifloxacino, rosoxacino, rufloxacino,
temafloxacino e tosufloxacino.
Efeito da interação: redução do efeito do outro medicamento, fraqueza muscular e miopatia prolongada.
Medicamento: alcurônio, atracúrio, cisatracúrio, doxacúrio, galamina, hexafluorônio, metocurine, mivacúrio,
pancurônio, pipecurônio, rocurônio, tubocurarina, vecurônio.
Efeito da interação: redução da eficácia da dexametasona.
Medicamento: aminoglutetimida, carbamazepina, equinácea, fenitoína, fosfenitoína, Ma Huang, primidona,
rifampicina, rifapentina.
Efeito da interação: prolongamento do efeito da dexametasona.
Medicamento: acetato de medroxiprogesterona, cipionato de estradiol, desogestrel, diacetato de etinodiol,
dienogeste, drospirenona, etinilestradiol, etonogestrel, levonorgestrel, mestranol, norelgestromina, noretisterona,
norgestimato, norgestrel, valerato de estradiol, Saiboku-To.
Efeito da interação: aumento do risco de hipocalemia.
Medicamento: anfotericina B lipossomal.
Efeito da interação: redução das concentrações plasmáticas do outro medicamento.
Medicamento: amprenavir, caspofungina, indinavir, mifepristona, sorafenibe.
Efeito da interação: resposta imunológica inadequada.
Medicamento: vacina adsorvida de antrax, vacina do bacilo vivo de Calmette-Guerin, vacina adsorvida do toxoide
diftérico, vacina de Haemophilus B, vacina inativada de hepatite A, vacina do vírus da influenza, vacina da doença
de Lyme (OspA recombinante), vacina de vírus vivo do sarampo, vacina meningocócica, vacina de vírus vivo da
caxumba, vacina da coqueluche, vacina conjugada difteria e pneumocócica, vacina pneumocócica polivalente,
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vacina do vírus vivo da poliomielite, vacina da raiva, vacina do vírus vivo da rubéola, vacina da varíola, toxoide
tetânico, vacina tifoide, vacina do vírus da varicela, vacina do vírus da febre amarela.
Efeito da interação: aumento da exposição sistêmica à dexametasona.
Medicamento: aprepitanto, fosaprepitanto.
Efeito da interação: aumento do risco de ulceração gastrintestinal e concentrações séricas de aspirina
subterapêuticas.
Medicamento: ácido acetilsalicílico.
Efeito da interação: redução da eficácia do outro medicamento.
Medicamento: delavirdina, everolimo, mifepristona, saquinavir, tretinoína.
Efeito da interação: aumento do risco de linfocitopenia e/ou hiperglicemia.
Medicamento: irinotecano.
Efeito da interação: aumento da concentração plasmática da dexametasona e aumento do risco de seus efeitos
adversos (miopatia, intolerância à glicose, síndrome de Cushing).
Medicamento: itraconazol, licorice, ritonavir.
Efeito da interação: aumento dos efeitos mieloproliferáticos do sargramostim.
Medicamento: sargramostim.
- Gravidade menor:
Efeito da interação: aumento do risco de eventos adversos do albendazol.
Medicamento: albendazol.
Efeito da interação: redução da reatividade à tuberculina.
Medicamento: tuberculina.
Interação medicamento-exame laboratorial:
- Gravidade menor:
Efeito da interação: falso aumento dos níveis séricos de digoxina
Exame laboratorial: dosagem sérica de digoxina.
Efeito da interação: redução da retenção de I¹³¹ e da concentração de iodeto ligado à proteína.
Exames laboratoriais: cintilografia tireoidiana diagnóstica e de controle para tireoidites.
Efeito da interação: resultado falso negativo.
Exames laboratoriais: teste de nitrotetrazólio azul, testes dermatológicos.
A literatura cita ainda as seguintes interações, apesar de não possuírem significância clínica relatada:
- O ácido acetilsalicílico deve ser usado com cautela em conjunto com corticosteroides em hipoprotrombinemia;
- fenitoína, fenobarbital, efedrina e rifampicina podem acentuar a depuração metabólica dos corticosteroides,
resultando em níveis sanguíneos diminuídos e atividade fisiológica diminuída, requerendo portanto, ajuste na
posologia de corticosteroide;
- Em pacientes que simultaneamente recebem corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, deve-se verificar
frequentemente o tempo de protrombina pois há referências ao fato de os corticosteroides alterarem a resposta a
estes anticoagulantes. Quando os corticosteroides são ministrados simultaneamente com diuréticos depletores de
potássio, os pacientes devem ser estreitamente observados quanto ao desenvolvimento de hipocalemia;
- Pela ação hiperglicemiante do fosfato dissódico de daxametasona injetável, o uso com hipoglicemiantes orais e
insulina necessita ajuste da dose de uma ou ambas as drogas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 ºC e 30 °C). Proteger da luz e umidade.
Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características organolépticas: fosfato dissódico de dexametasona solução injetável, é uma solução límpida,
incolor a levemente amarelada.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
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TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
fosfato dissódico de dexametasona injetável é apresentado nas seguintes concentrações: fosfato dissódico de
dexametasona injetável 4 mg - cada mL contém 4 mg de dexametasona ácido fosfórico (igual a 3,33 mg de
dexametasona ou cerca de 100 mg de hidrocortisona); fosfato dissódico de dexametasona injetável 2 mg - cada
mL contém 2 mg de dexametasona ácido fosfórico.
Esta preparação pode ser retirada diretamente da ampola para aplicação, sem necessidade de mistura ou diluição.
Ou se preferido, pode ser adicionada a solução fisiológica ou glicosada, sem perda de potência, e administrado
gota a gota por via intravenosa.
A segurança e eficácia de fosfato dissódico de dexametasona injetável somente é garantida na administração pelas
vias intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou nos tecidos moles.
Injeção intravenosa e intramuscular
- A posologia inicial de fosfato dissódico de dexametasona injetável usualmente utilizada pode variar de 0,5 mg a
20 mg por dia, dependendo da doença específica a ser tratada. Geralmente, a faixa posológica parenteral é um
terço ou a metade da dose oral, dada a cada 12 horas. Entretanto, em certas situações agudas, desesperadoras, com
risco de vida, foram administradas doses maiores do que as recomendadas. Nestas circunstâncias, deve-se ter em
mente que a absorção é mais lenta pela via intramuscular.
DEVE SER RESSALTADO QUE AS EXIGÊNCIAS POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVEM SER
INDIVIDUALIZADAS COM BASE NA DOENÇA A SER TRATADA E NA RESPOSTA DO PACIENTE.
Se o uso do medicamento tiver que ser suspenso depois de administrado durante alguns dias, recomenda-se fazê-
lo gradual e não subitamente.
As injeções intravenosas e intramusculares são aconselhadas nas doenças agudas. Uma vez superada a fase aguda,
e tão logo seja possível, substitui-se as injeções pela terapia esteroide por via oral.
Choque (de origem hemorrágica, traumática ou cirúrgica): A terapia com fosfato dissódico de dexametasona
injetável é auxiliar e não substituta da terapia convencional (vide “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR
ESTE MEDICAMENTO?”).
A administração de terapia corticosteroide em altas doses deve ser continuada apenas até que a condição do
paciente tenha se estabilizado, o que usualmente não vai além de 48 a 72 horas.
Edema cerebral: associado com tumor cerebral primário ou metastático, neurocirurgia, trauma craniano,
pseudotumor cerebral ou no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundária a tumor
cerebral. Altas doses de fosfato dissódico de dexametasona injetável são recomendadas para iniciar terapia
intensiva a curto prazo do edema cerebral agudo, com risco de vida. Após o esquema posológico “de ataque” do
primeiro dia de tratamento, a posologia é reduzida gradualmente durante o período de 7-10 dias, e a seguir,
reduzida a zero nos próximos 7 - 10 dias. Quando se requer terapia de manutenção, deve-se passar para
dexametasona oral, tão logo seja possível.
No controle paliativo de pacientes com tumores cerebrais recidivantes ou inoperáveis: o tratamento de manutenção
deve ser individualizado com fosfato dissódico de dexametasona injetável, dexametasona comprimidos ou
dexametasona elixir. A posologia de 2 mg, 2 a 3 vezes por dia, pode ser eficaz.
Associado com acidente vascular cerebral agudo (excluindo hemorragia intracerebral): inicialmente 10 mg (2,5
mL) de fosfato dissódico de dexametasona injetável pela via intravenosa, seguidos de 4 mg pela via intramuscular
a cada 6 horas, durante 10 dias. Nos 7 dias subsequentes, as doses devem ser gradualmente ajustadas até chegar a
zero.
Deve-se utilizar a menor posologia necessária para o edema cerebral.
Por injeção intravenosa: Para pacientes com COVID-19 grave (saturação de oxigênio < 90% em ar ambiente,
sinais de pneumonia, sinais de desconforto respiratório grave) ou crítica (necessidade de tratamento de manutenção
da vida, síndrome do desconforto respiratório agudo, sepse, choque séptico), deve ser administrado fosfato
dissódico de dexametasona Injetável na dose de 6 mg/dia, por 7 a 10 dias.
Terapia combinada: nos distúrbios alérgicos agudos autolimitados ou nos surtos agudos dos distúrbios alérgicos
crônicos (por exemplo: rinites alérgicas agudas, acessos de asma brônquica alérgica sazonal, urticária
medicamentosa e dermatose de contato), sugere-se o seguinte esquema posológico combinando as terapias
parenteral e oral:
1º dia: injeção intramuscular de 1 ou 2 mL (4 ou 8 mg) de fosfato dissódico de dexametasona injetável. Posologia
total diária: 4 ou 8 mg.
2º dia: 2 comprimidos de 0,5 mg de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 4 comprimidos.
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3º dia: 2 comprimidos de 0,5 mg de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 4 comprimidos.
4º dia: 1 comprimido de 0,5 mg de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 2 comprimidos.
5º dia: 1 comprimido de 0,5 mg de dexametasona, duas vezes por dia. Posologia total diária: 2 comprimidos.
6º dia: 1 comprimido de 0,5 mg de dexametasona, por dia. Posologia total diária: 1 comprimido.
7º dia: 1 comprimido de 0,5 mg de dexametasona, por dia. Posologia total diária: 1 comprimido.
8º dia: exame clínico de controle.
Injeções intra-articulares, intralesionais e nos tecidos moles: as injeções intra-articulares, intralesionais e nos
tecidos moles geralmente são utilizadas quando as articulações ou áreas afetadas limitam-se a um ou dois locais.
Eis algumas das doses únicas usuais:
Local da injeção Volume da injeção (mL) Quantidade de fosfato de
dexametasona (mg)
Grandes articulações (por ex. joelhos) 0,5 a 1 2 a 4
Pequenas articulações (por ex.
interfalangeanas, temporomandibular) 0,2 a 0,25 0,8 a 1
Bolsas sinoviais 0,5 a 0,75 2 a 3
Bainhas tendinosas 0,1 a 0,25 0,4 a 1
Infiltração nos tecidos 0,5 a 1,5 2 a 6
Gânglios (cistos) 0,25 a 0,5 1 a 2
A frequência da injeção varia desde uma vez, cada 3 a 5 dias, até uma vez, cada 2 a 3 semanas, dependendo da
resposta ao tratamento.
Síndrome da angústia respiratória do recém-nascido: profilaxia pré-natal.
A posologia recomendada de fosfato dissódico de dexametasona injetável é de 5 mg (1,25 mL), administrado por
via intramuscular na mãe a cada 12 horas até o total de quatro doses. A administração deve ser iniciada de
preferência entre 24 horas a sete dias antes da data estimada do parto.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento precisa ser administrado em um esquema definido. Se você perder uma dose ou esquecer-se de
usar este medicamento, peça instruções ao seu médico ou farmacêutico.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As reações abaixo são descritas na literatura, mas sem dados da frequência de ocorrência:
Distúrbios hidroeletrolíticos: retenção de sódio, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em
pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão (aumento da pressão arterial).
Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteroide (doença muscular), perda de massa muscular,
osteoporose (doença que atinge os ossos), fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças
femorais e umerais, fratura patológica dos ossos longos, ruptura de tendão.
Gastrintestinais: úlcera péptica com eventual perfuração e hemorragia, perfuração de intestino grosso e delgado,
particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite (inflamação do pâncreas), distensão
abdominal, esofagite ulcerativa (inflamação do esôfago com formação de ferida).
Dermatológicos: retardo na cicatrização de feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, petéquias e equimoses
(manchas vermelhas na pele), eritema (vermelhidão), hipersudorese (aumento do suor), pode suprimir as reações
aos testes cutâneos, ardor ou formigamento, mormente na área perineal (após injeção intravenosa), outras reações
cutâneas, tais como dermatite alérgica (reação alérgica da pele), urticária (erupção na pele causando coceira),
edema angioneurótico (inchaço súbito da pele e membranas causando coceira e vermelhidão).
-- 9 of 15 --
Neurológicos: convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral), geralmente
após tratamento, vertigem (enjoo), cefaleia (dor de cabeça), distúrbios psíquicos.
Endócrinos: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingoide (caracterizado pela face
arredondada e distribuição irregular de gordura), supressão do crescimento da criança, ausência da resposta
secundária adrenocortical e hipofisária, particularmente por ocasião de situação estressante, tais como traumas,
cirurgias ou enfermidades, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabetes melito latente,
aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais no diabete, hirsutismo (crescimento
excessivo de pêlos).
Oftálmicos: catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intraocular, glaucoma, exoftalmo (olhos saltados).
Metabólicos: balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo proteico.
Cardiovasculares: ruptura do miocárdio após infarto recente do miocárdio, cardiomiopatia hipertrófica em
crianças nascidas abaixo do peso (Vide “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?”).
Outros: reações anafilactoides ou de hipersensibilidade, tromboembolia, ganho de peso, aumento de apetite,
náusea, mal-estar, soluços. As seguintes reações adversas adicionais são relacionadas ao tratamento corticosteroide
parenteral: raros casos de cegueira associados com tratamento intralesional na região da face e da cabeça,
hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia subcutânea e cutânea, abscesso estéril, fogacho após injeção (em
seguida ao uso intra-articular), artropatia do tipo Charcot (deformação das articulações) e síndrome de lise tumoral.
Durante a experiência pós-comercialização com o fosfato dissódico de dexametasona injetável, foram observadas
as seguintes reações adversas com incidência muito rara (<1/10.000): edema no local de aplicação, dor no local de
aplicação, edema facial, edema periorbitário, irritação no olho, edema, erupção eritematosa, alteração da visão,
palpitações, sonolência, tremor, pânico, depressão, ardor anal, dor ou ardor vaginal, sensação de frio, sensação de
ardor, palidez e vômito.
Em um estudo com pacientes hospitalizados, com uso de ventilação mecânica com Síndrome do Desconforto
Respiratória Aguda (SDRA) por COVID-19 houve quatro eventos adversos graves: duas reações adversas de
hiperglicemia, uma reação adversa de psicose induzida por esteroides e uma reação adversa de sangramento
gastrointestinal superior.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação no país e, embora as pesquisas tenham
indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer
eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
São raros os relatos de toxicidade aguda e/ou morte por superdose de glicocorticoides. Para a eventualidade de
ocorrer superdose não há antídoto específico, o tratamento é de suporte e sintomático.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
III - DIZERES LEGAIS
M.S. nº.: 110850032
Farm. Resp.: Dra. Ana Raquel Macedo Nunes - CRF-CE n° 3378
Farmace Indústria Químico-Farmacêutica Cearense Ltda.
Avenida Doutor Antônio Lyrio Callou, Km 02, Tupinambá.
Barbalha/CE – CEP 63091-215
CNPJ: 06.628.333/0001-46
Indústria Brasileira
SAC: 0800-2802828
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
-- 10 of 15 --
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 30/04/2024.
BU018-PA.f
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HISTÓRICO DE ALTERAÇÃO PARA BULA
Dados da submissão eletrônica Dados da petição / notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
Nº
expediente Assunto Data do
expediente
Nº
expediente Assunto Data de
aprovação
Itens de
bula
Versões
(VP/VPS)
Apresentações
relacionadas
-- --
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
-- -- -- --
Alteração de
texto de
bula para harmonização com a sua
Bula Padrão
VP
8. QUAIS OS MALES
QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE ME
CAUSAR?
VPS
9. REAÇÕES ADVERSAS
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL
23/02/2024 0215086/24-4
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
-- -- -- --
Alteração dos dizeres legais
referentes a atualização de
endereço da empresa por ato
público. A alteração citada é de
implementação imediata e não
requer manifestação prévia da
Anvisa de acordo com o que
preconiza o Artigo 16 da RDC 47
de setembro 2009;
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL
-- 12 of 15 --
09/02/2023 0137599/23-4
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
-- -- -- --
VP
1.para que este medicamento é
Indicado?
6.como devo usar este
Medicamento?
8.quais os males que este
Medicamento pode me causar?
VPS
1.indicações
2.resultados de eficácia
8. Posologia e modo de usar
9. Reações adversas
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL
09/04/2021 1360235/21-7
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
-- -- -- --
Adequação do tópico “9.
REAÇÕES ADVERSAS” da bula
do medicamento genérico, fosfato
dissódico de dexametasona,
solução injetável, destinada aos
Profissionais de Saúde, de acordo
com à RDC 406 de 29 de julho de
2020, que dispõe sobre as boas
práticas de Farmacovigilância para
detentores de registro de
medicamento de uso humano e dá
outras providências e de acordo
também com a Nota Técnica N°
60/2020.
Além dessa alteração ainda foram
feitas adequações na bula destinada
ao paciente – correção de
ortografia, pontuação, seguindo a
RDC 47 de 2009 e o Guia de
Submissão Eletrônica de Texto de
Bula de 13 de janeiro de 2014.
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL
01/07/2020 2107411/20-9
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
-- -- -- --
Notificação de Alteração de Texto
de Bula tem como objetivo a
substituição do Responsável
Técnico, de A.F. Sandes CRF / CE
2797, para Ana Raquel Macedo
Nunes CRF /CE 3378.
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
-- 13 of 15 --
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL
14/10/2019 2478943/19-7
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
-
60/12
- - - -
Todos (Submissão Inicial do texto
de bula em adequação a RDC
47/2009)
Bula VP e
Bula VPS
Solução injetável 2mg/mL:
- Cartucho com 2 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 1 mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
com 1 mL.
Solução injetável 4mg/mL:
- Cartucho com 1 ampola de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 50 ampolas de vidro transparente
com 2,5mL;
- Caixa com 100 ampolas de vidro transparente
de 2,5mL.
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Especificações
| Código do Produto | 7898166040748 |
|---|---|
| Marca | FARMACE |
| Código de Barras | 7898166040748 |
| Princípio ativo | FOSFATO DISSÓDICO DE DEXAMETASONA |
| Registro MS | 1108500320028 |
| Tipo | Genérico |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico |
| Via de administração | INTRAMUSCULAR/INTRAVENOSO |
| Forma farmacêutica | SOLUÇÃO INJETÁVEL |
| Classe terapêutica | GLICOCORTICOIDES SISTEMICOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |